quinta-feira, janeiro 29, 2026
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Novo acordo na Santa Casa prevê regularização de salários até dia 30

A Associação Beneficente de Campo Grande, mantenedora da Santa Casa, firmou um novo compromisso institucional para garantir a continuidade da assistência hospitalar e a regularização dos pagamentos em atraso. Este acordo estratégico, mediado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, estabelece que a quitação total dos débitos com médicos e colaboradores deve ocorrer até o dia 30 de janeiro de 2026. A medida visa estabilizar a grave crise financeira que se instalou na unidade, assegurando o fluxo de caixa necessário para o funcionamento das áreas críticas, embora a instituição ainda opere com serviços reduzidos em diversos setores. Através de aportes extraordinários dos governos estadual e municipal, o hospital busca superar o déficit operacional e restaurar a normalidade do atendimento à população sul-mato-grossense.​

Aporte emergencial e condições da pactuação financeira

Para evitar o colapso total do maior hospital filantrópico do estado, foi pactuado um aporte emergencial que soma aproximadamente R$ 54 milhões em recursos públicos. Deste montante, o Governo do Estado se comprometeu a realizar repasses extraordinários escalonados até abril de 2026, além de custear uma auditoria externa independente para avaliar a gestão financeira e contábil da instituição. A Prefeitura de Campo Grande também ampliou sua participação com aportes adicionais e a prorrogação do convênio vigente, destinando verbas específicas para a quitação do 13º salário e das folhas de pagamento que motivaram paralisações parciais no início do mês.​

Auditoria e mudanças na gestão hospitalar

Como condição para a liberação dos novos recursos, a diretoria da Santa Casa deverá se submeter a regras rígidas de transparência e eficiência administrativa. A auditoria operacional e financeira terá como objetivo identificar falhas de gestão, verificar o cumprimento de metas assistenciais e propor um plano de ação estrutural a ser apresentado em até 90 dias. Esta intervenção técnica é vista como essencial para que os repasses extras não sejam apenas paliativos, mas sim o início de uma reestruturação que reduza o déficit mensal estimado em R$ 12 milhões.​

Impacto nos atendimentos e cronograma de pagamentos

Apesar da formalização do acordo, a Santa Casa mantém o regime de serviços reduzidos, priorizando os casos de urgência e emergência encaminhados via regulação. O cronograma de pagamentos acordado prevê que o hospital utilize os recursos para quitar três salários em atraso ainda em janeiro, com complementações previstas para fevereiro e março de 2026. A retomada total das cirurgias eletivas e dos atendimentos ambulatoriais depende da confirmação dos repasses bancários e da normalização da escala médica, que vinha sendo afetada pela retenção de vencimentos de profissionais contratados como pessoa jurídica.​

Mediação do Ministério Público e segurança jurídica

O Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica (Compor) do MPMS desempenhou um papel vital na convergência entre os entes federativos e a direção hospitalar. A mediação garantiu que os repasses de emendas parlamentares federais e valores oriundos de acordos de leniência fossem direcionados especificamente para a folha de pessoal, proibindo o uso desses recursos para pagamento de dívidas bancárias ou tributos. Esta blindagem financeira assegura que o investimento público chegue diretamente à ponta do serviço, beneficiando o trabalhador da saúde e, consequentemente, o paciente do Sistema Único de Saúde (SUS).​

Compromisso com a sustentabilidade da saúde pública

A manutenção da Santa Casa de Campo Grande é considerada uma prioridade de Estado devido à sua alta complexidade e ao volume de cirurgias e internações que realiza anualmente. O novo acordo reflete um esforço interinstitucional para garantir que a crise fiscal do município e as dificuldades de gestão do hospital não interrompam o direito constitucional à saúde. A transparência na aplicação dos R$ 57 milhões em recursos extras será monitorada de perto pela sociedade civil e pelos órgãos de controle, buscando uma solução definitiva que supere a dependência de aditivos emergenciais de curto prazo.​

Desta forma, a meta estabelecida para o dia 30 de janeiro representa não apenas um prazo de pagamento, mas um marco para a retomada da confiança entre os profissionais de saúde e a administração hospitalar. A união de esforços entre o Governo de Mato Grosso do Sul, a Prefeitura da Capital e o Ministério Público demonstra que a cooperação mútua é o único caminho para superar os desafios estruturais da saúde pública e garantir um atendimento digno e eficiente para todos.​

Perguntas Frequentes

Qual o prazo final para a quitação dos salários atrasados na Santa Casa?
O acordo firmado prevê que a regularização total das folhas de pagamento em aberto ocorra até o dia 30 de janeiro de 2026.​

Como os serviços do hospital estão funcionando atualmente?
A Santa Casa mantém serviços reduzidos, com foco total no atendimento de urgência e emergência. A normalização das cirurgias eletivas deve ocorrer gradualmente após a confirmação dos pagamentos médicos.​

O que o hospital deve fazer em troca dos recursos extras?
A instituição deverá passar por uma auditoria externa independente e apresentar um plano de melhoria operacional em 90 dias, além de prestar contas rigorosas sobre a aplicação das verbas.​

Acompanhe as atualizações oficiais sobre o fluxo de atendimentos na rede de saúde e colabore com a preservação do maior hospital filantrópico de Mato Grosso do Sul.

Redação Portal Guavira

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