Em comemoração ao Dia Nacional das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), Mato Grosso do Sul realiza, no dia 30 de janeiro de 2026, um importante evento focado na conservação ambiental e no fortalecimento dessas áreas protegidas. O encontro, intitulado “Desafios para a Sustentabilidade das RPPNs de Mato Grosso do Sul”, integra o 4º Diálogo com a Comunidade e reúne especialistas, gestores públicos e proprietários de terras em um esforço conjunto para alinhar estratégias de preservação. Esta iniciativa institucional destaca o papel vital que a iniciativa privada desempenha na proteção da biodiversidade sul-mato-grossense, complementando as unidades de conservação públicas e assegurando a continuidade de ecossistemas estratégicos em todo o território estadual.
Fortalecimento das políticas públicas e gestão ambiental
A articulação entre o governo estadual e os proprietários de RPPNs é fundamental para a criação de um ambiente favorável à manutenção dessas áreas de conservação perpétua. Durante o evento no auditório do Parque dos Poderes, as discussões centram-se na construção de incentivos e no reconhecimento da relevância social e ambiental das reservas particulares. A gestão eficiente dessas áreas demanda um tratamento diferenciado, garantindo que o processo de criação e monitoramento seja tecnicamente assistido por órgãos reguladores, o que confere maior segurança jurídica e visibilidade regional para as regiões onde as reservas estão inseridas.
O papel do Estado e parcerias acadêmicas
A realização deste diálogo conta com a parceria estratégica da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semadesc) e do Instituto de Meio Ambiente (Imasul), além do apoio técnico da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Essa união entre poder público e academia permite que as decisões sobre manejo ambiental sejam baseadas em evidências científicas sólidas, facilitando a realização de pesquisas voltadas à conservação de espécies ameaçadas. A participação de acadêmicos e professores no debate garante que os desafios práticos enfrentados pelos proprietários de reservas sejam analisados sob uma perspectiva inovadora, integrando o conhecimento técnico ao desenvolvimento sustentável regional.
Impacto na biodiversidade e desenvolvimento regional
As RPPNs em Mato Grosso do Sul atuam como pontos focais para a preservação de biomas como o Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica, protegendo atributos ambientais que demandam preservação contínua. Além do ganho ecológico direto, essas áreas fomentam o turismo sustentável e a educação ambiental, gerando novas oportunidades de renda e visibilidade para os municípios vizinhos. Ao proteger nascentes, matas ciliares e corredores de biodiversidade, as reservas particulares garantem serviços ecossistêmicos essenciais, como a purificação da água e a regulação climática, que beneficiam toda a sociedade sul-mato-grossense a longo prazo.
Participação social e formato híbrido
Buscando democratizar o acesso à informação e ampliar o debate, o encontro é realizado em formato híbrido, com transmissão ao vivo por plataformas digitais. Isso permite que proprietários de reservas em regiões remotas do estado e interessados de outros estados possam participar ativamente dos encaminhamentos práticos e das discussões sobre boas práticas de conservação. A interação constante com a comunidade é vista como o pilar para que as políticas de sustentabilidade sejam efetivamente implementadas no campo, transformando discussões institucionais em resultados concretos para a natureza e para as futuras gerações.
Avanços no compromisso com a natureza
A celebração do Dia Nacional das RPPNs reafirma o compromisso histórico de Mato Grosso do Sul com a pauta ambiental, posicionando o estado como referência na integração entre desenvolvimento econômico e preservação. A expectativa é que o evento gere novos direcionamentos para a gestão das reservas, facilitando o acesso a recursos e fortalecendo a rede de proteção privada. Ao reconhecer o esforço dos proprietários rurais que decidem transformar parte de suas terras em patrimônio natural eterno, o estado valoriza a responsabilidade ambiental compartilhada entre todos os setores da sociedade.
O diálogo contínuo entre gestores, cientistas e a comunidade rural é o que garante que a sustentabilidade deixe de ser apenas um conceito e se torne uma prática diária na gestão do território. Com a consolidação de novas políticas públicas e o incentivo à criação de mais reservas, Mato Grosso do Sul caminha para assegurar que suas riquezas naturais permaneçam preservadas e funcionais, sustentando o equilíbrio ecológico necessário para a prosperidade de toda a região centro-oeste.
Perguntas frequentes sobre as RPPNs
O que define uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN)?
É uma unidade de conservação de domínio privado, criada por iniciativa do proprietário, que assume o compromisso perpétuo de preservar a biodiversidade local.
Qual o objetivo do evento realizado em Campo Grande?
O encontro visa debater estratégias, políticas públicas e desafios práticos para garantir a sustentabilidade e o fortalecimento das reservas particulares em MS.
Como os proprietários de terras podem criar uma RPPN?
Interessados devem buscar orientações junto ao Imasul ou à Semadesc para realizar a análise dos atributos ambientais da área e formalizar o reconhecimento oficial da reserva.
Acompanhe as transmissões e participe dos diálogos institucionais para entender como você pode contribuir para o fortalecimento da conservação ambiental em Mato Grosso do Sul.4


