domingo, fevereiro 1, 2026
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Guarda Civil Metropolitana deflagra Operação Ferro-Velho em Campo Grande

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) deu início à Operação Ferro-Velho 2026, uma ação estratégica focada no combate ao comércio ilegal de materiais metálicos e fiação elétrica. Realizada entre os dias 29 e 30 de janeiro, a iniciativa percorreu diversas regiões da capital com o objetivo de inibir a receptação de produtos oriundos de crimes, garantindo mais segurança e preservando o patrimônio público e privado. Esta mobilização faz parte do planejamento anual da Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (Sesdes), que estabeleceu a fiscalização de estabelecimentos de reciclagem como uma das prioridades absolutas para este ano, visando reduzir drasticamente os índices de furtos de cabos e cobre que afetam o cotidiano da população.

A operação não apenas reforça a presença das forças de segurança nas ruas, mas também integra diferentes órgãos municipais e estaduais para uma fiscalização completa, tanto criminal quanto administrativa. Ao focar na ponta final da cadeia criminosa — os locais que compram esses materiais sem procedência —, a prefeitura busca sufocar o incentivo financeiro para os delitos de rua. Com o uso de inteligência e mapeamento de áreas críticas, a GCM atua de forma cirúrgica, protegendo sistemas de iluminação, semáforos e redes de telefonia que são frequentemente alvo de vandalismo em busca de metais valiosos.

Estrutura e alcance da força-tarefa na capital

A mobilização das equipes foi dimensionada para cobrir pontos estratégicos de Campo Grande, garantindo que a fiscalização fosse abrangente e eficaz. O esforço conjunto mobilizou 36 guardas civis metropolitanos, que contaram com o suporte logístico de nove viaturas de quatro rodas e dez motocicletas, permitindo deslocamentos rápidos entre as zonas de atuação.

Regiões fiscalizadas e estabelecimentos visitados

Durante os dois dias de intensas atividades, as equipes concentraram esforços nas regiões do Prosa, Centro e Anhanduizinho, identificadas previamente como áreas de maior incidência desse tipo de comércio. Ao todo, 13 estabelecimentos de compra e venda de materiais recicláveis passaram por vistorias rigorosas. Além dos guardas civis, a operação contou com a participação de peritos da Polícia Civil, agentes da Vigilância Sanitária e fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico (Semades), além de representantes de concessionárias de energia e operadoras de telefonia.

Fiscalização administrativa e combate à receptação

A abordagem da Operação Ferro-Velho vai além da simples busca por materiais furtados, englobando a regularidade documental das empresas do setor. Segundo a Sesdes, os proprietários de estabelecimentos que não comprovam a origem de seus estoques ou operam sem os alvarás necessários enfrentam sanções que podem ser financeiras ou até o fechamento definitivo do local.

Resultados e sanções aplicadas

Nesta primeira fase de 2026, foram emitidas cinco notificações administrativas por irregularidades como a ausência do livro de registro obrigatório, que deve conter todas as transações de compra de metais. Em uma das vistorias na região central, uma bicicleta sem comprovação de propriedade foi apreendida e encaminhada à delegacia para averiguação. É importante destacar que multas para estabelecimentos irregulares podem chegar a R$ 10 mil, e o proprietário pode responder criminalmente por receptação caso seja encontrado material de origem ilícita em seu pátio. Essa fiscalização rigorosa serve como um alerta para que o setor de recicláveis atue dentro da legalidade.

Segurança pública e preservação do patrimônio

O furto de fios de cobre e tampas de bueiro gera um prejuízo em cascata que atinge desde o orçamento municipal até a segurança de pedestres e motoristas. Por isso, a intensificação das operações ferro-velho é vista como uma medida essencial para a manutenção da ordem urbana em Campo Grande. Ao garantir que os comércios de reciclagem operem com transparência, o estado protege o cidadão de interrupções em serviços essenciais de internet, energia e iluminação pública. O compromisso da GCM é manter essas ações ao longo de todo o ano de 2026, expandindo-as para as sete regiões urbanas da cidade de forma ininterrupta.

Perguntas frequentes

Qual o objetivo principal da Operação Ferro-Velho em 2026?
O objetivo é inibir a comercialização ilegal de materiais oriundos de furto ou roubo, com foco especial em fiação elétrica, cobre e metais de utilidade pública.

Como a população pode ajudar a combater o furto de fios?
Cidadãos que presenciarem atos suspeitos ou souberem de locais que compram material ilegal podem realizar denúncias anônimas pelo telefone 153, o canal direto da Guarda Civil Metropolitana.

Quais as penalidades para ferros-velhos que compram material sem origem?
Além de responderem criminalmente por receptação, os proprietários podem sofrer interdição do local e multas administrativas que podem ultrapassar os R$ 10 mil.

Se você deseja colaborar com a segurança do seu bairro ou buscar informações sobre a regularização de estabelecimentos, entre em contato com a GCM pelo 153 ou acesse os canais de atendimento oficial da prefeitura.

Redação Portal Guavira

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