O estado de Mato Grosso do Sul deu um passo decisivo rumo à modernização logística com o início oficial da concessão da Rota da Celulose, projeto que integra trechos estratégicos de rodovias estaduais e federais . Durante a apresentação técnica realizada nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, o governo estadual detalhou uma modelagem de negócio inovadora, pautada pela flexibilidade contratual e pelo uso intensivo de tecnologias digitais para garantir a segurança do usuário . Com um investimento total projetado de R$ 10,1 bilhões ao longo de 30 anos, a iniciativa foca na transformação da competitividade regional e na melhoria direta da infraestrutura viária . O objetivo central é oferecer um serviço de excelência que acompanhe o crescimento acelerado do fluxo de tráfego, especialmente impulsionado pelo setor de papel e celulose no leste do estado .
O contrato estabelece uma nova relação entre o setor público e a iniciativa privada, na qual o Estado atua como sócio estratégico do projeto para assegurar que cada centavo investido retorne em benefícios tangíveis para o cidadão . Ao adotar um modelo que não é estagnado, a concessão permite antecipar investimentos em duplicações e terceiras faixas conforme a demanda real de tráfego, evitando gargalos logísticos futuros . Além do impacto econômico e da geração de empregos, a Rota da Celulose nasce com um forte compromisso ambiental e social, utilizando sistemas que reduzem a emissão de gases poluentes e garantem socorro rápido em caso de emergências, beneficiando diretamente mais de 1,2 milhão de pessoas em nove municípios .
Inovação tecnológica e sistema de fluxo livre
A grande novidade desta concessão é a implementação de ferramentas digitais que colocam Mato Grosso do Sul na vanguarda da infraestrutura nacional . A tecnologia será a base de toda a operação, desde o monitoramento de segurança até a cobrança de tarifas de forma mais eficiente .
Implementação do sistema free flow e conectividade
Um dos principais destaques tecnológicos é o sistema de free flow, que consiste em pedágios sem barreiras físicas . Essa inovação permite que os veículos transitem sem a necessidade de paradas, o que resulta em maior fluidez no tráfego e na redução da emissão de CO2 devido ao fim do para-e-siga nas praças tradicionais . Complementando essa tecnologia, a rodovia contará com conectividade total e um sistema de monitoramento robusto, dispondo de uma câmera a cada 1,8 km, sensores de pista e controle de velocidade automatizado . Essa infraestrutura digital permite uma gestão em tempo real, aumentando a precisão das operações de manutenção e a rapidez no atendimento a sinistros .
Investimentos estruturantes e cronograma de obras
O consórcio responsável pela operação, denominado Caminhos da Celulose, assume a gestão de 870 quilômetros de vias, incluindo as rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267 . O plano de investimentos é dividido entre R$ 6,9 bilhões para obras capitais e R$ 3,2 bilhões para custos operacionais .
Ações imediatas e melhorias nos primeiros 100 dias
O cronograma de trabalho para os primeiros 100 dias de concessão prevê uma série de intervenções emergenciais para garantir a trafegabilidade e a segurança imediata . Entre as ações prioritárias estão a roçada de mais de 2,1 milhões de metros quadrados de vegetação lateral, a revitalização de 22,5 mil metros quadrados de sinalização horizontal e o reparo asfáltico em mais de 150 quilômetros de pistas . Além das obras pesadas de engenharia, como terceiras faixas e acostamentos, o contrato exige a instalação de pontos de parada e descanso (PPD) para caminhoneiros e a disponibilização constante de ambulâncias e guinchos ao longo de todo o corredor logístico, elevando o padrão de atendimento nas estradas sul-mato-grossenses .
Integração regional e desenvolvimento socioeconômico
A Rota da Celulose atravessa o coração produtivo do estado, contemplando cidades como Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas e Nova Alvorada do Sul . A integração desses municípios através de uma malha viária eficiente é fundamental para o escoamento da produção agrícola e industrial, reduzindo custos de transporte e aumentando a competitividade global de Mato Grosso do Sul . Ao unir capital privado, expertise técnica e regulação estatal estratégica, o projeto cria um ciclo virtuoso que fomenta a economia local e garante que o desenvolvimento econômico seja acompanhado por conforto e segurança para o usuário final .
Perguntas frequentes
O que é o sistema free flow presente na Rota da Celulose?
O free flow é uma tecnologia de cobrança de pedágio sem barreira, permitindo que o usuário passe por sensores sem parar o veículo, garantindo mais fluidez e economia de combustível .
Quais rodovias fazem parte desta nova concessão?
A concessão abrange trechos das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395, além das rodovias federais BR-262 e BR-267 .
Quais municípios serão beneficiados pela Rota da Celulose?
O projeto beneficia diretamente nove municípios: Água Clara, Anaurilândia, Bataguassu, Campo Grande, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo e Três Lagoas .
Para saber mais sobre o cronograma de obras e os serviços de assistência disponíveis nas rodovias, acesse o canal de comunicação da concessionária e planeje sua viagem com total segurança.
Redação Portal Guavira


