A desembargadora Sandra Artioli assumiu a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul com o compromisso de fortalecer as políticas institucionais de enfrentamento à violência contra a mulher e promoção da igualdade de gênero. Sua gestão dará continuidade ao trabalho consolidado pela desembargadora Jaceguara Dantas da Silva, priorizando a consolidação de políticas permanentes que alcancem capital e interior do estado, com foco em capacitação com perspectiva de gênero, articulação interinstitucional e atendimento humanizado às vítimas.
Em entrevista exclusiva, Sandra Artioli destacou que o Judiciário deve atuar além da jurisdição, promovendo prevenção, articulação de redes de proteção e sensibilização social. Sua visão estratégica inclui a ampliação de programas como “Todos por Elas pelo fim do Feminicídio”, fortalecimento do “Dialogando Igualdades” e novas parcerias com escolas públicas para educação preventiva sobre gênero e violência. A coordenadora enfatiza a importância de dados para orientar decisões e a luta contra a revitimização institucional, alinhada às resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Visão integrada do papel do Judiciário
Sandra Artioli concebe o Judiciário como agente ativo no combate à violência de gênero, indo além da análise de processos para construir redes de proteção eficazes.
Prevenção, articulação e perspectiva de gênero
A desembargadora destaca que o enfrentamento à violência exige atuação integrada entre Judiciário, Ministério Público, Executivo, forças de segurança e sociedade civil. “Nenhuma instituição isoladamente consegue dar conta da complexidade do problema”, afirma. Sua gestão priorizará fluxos de atendimento humanizados, capacitação permanente de magistrados e servidores com perspectiva de gênero e produção de dados para decisões baseadas em evidências. A Resolução CNJ nº 492/2023, que estabelece diretrizes para julgamentos com perspectiva de gênero, será referência central.
Prioridades estratégicas da nova gestão
A coordenadora apresenta um plano robusto que combina continuidade de programas consolidados com iniciativas inovadoras de alcance territorial ampliado.
Campanhas, educação e interiorização das ações
Entre as prioridades, Sandra Artioli destaca a ampliação do programa “Todos por Elas pelo fim do Feminicídio” e o “Dialogando Igualdades”, além de cooperações inéditas com escolas públicas para formação de jovens sobre igualdade e prevenção da violência. “Quero investir em ações de democratização literária e artística, valorizando profissionais sul-mato-grossenses que atuam na pauta”, revela. A interiorização das políticas é desafio central, com estratégias para reduzir desigualdades regionais no acesso à justiça e serviços de proteção.
Combate à revitimização e humanização do atendimento
Uma das bandeiras da desembargadora é garantir que mulheres vítimas não sofram violência institucional ao buscar proteção no sistema de justiça.
Fluxos humanizados e monitoramento por indicadores
Sandra Artioli aponta que questionamentos invasivos e culpabilização da vítima durante o atendimento judicial configuram violência institucional, combatida pela Resolução CNJ nº 253/2018 e Lei nº 14.321/2022. Sua gestão implementará fluxos humanizados, com escuta qualificada e foco no fato criminoso. Painéis de monitoramento como o “Monitor da Violência contra a Mulher” e indicadores processuais do TJMS orientarão decisões estratégicas, permitindo gestão por resultados e correção ágil de gargalos.
Articulação interinstitucional e sociedade civil
A coordenadora enfatiza que o sucesso depende de redes articuladas e engajamento social ativo na prevenção e controle das políticas públicas.
Educação nas escolas e cultura de paz
Parcerias com prefeituras e comunicação estratégica garantirão que ações cheguem às comarcas do interior. “A sociedade civil tem papel essencial como agente de conscientização, mobilização e controle social”, afirma Artioli, destacando movimentos sociais e lideranças comunitárias como aliados fundamentais. Programas educativos em escolas públicas visam formar gerações conscientes sobre direitos e igualdade, criando cultura institucional de respeito e prevenção.
Legado de proteção e confiança institucional
Ao final de sua gestão, Sandra Artioli espera deixar um Judiciário mais sensível às questões de gênero, com profissionais capacitados e práticas humanizadas que garantam às mulheres confiança no sistema de justiça.
Perguntas frequentes
Quais as prioridades da desembargadora Sandra Artioli na Coordenadoria?
Fortalecer redes de proteção, capacitação com perspectiva de gênero, interiorização das ações e combate à violência institucional.
Como combater a revitimização no sistema de justiça?
Com fluxos humanizados, escuta qualificada, perspectiva de gênero nos julgamentos e monitoramento por indicadores de atendimento.
Qual o papel da sociedade civil no enfrentamento à violência?
Conscientização, mobilização, controle social e apoio direto às vítimas, fortalecendo a rede de proteção com o poder público.
O enfrentamento à violência contra a mulher é responsabilidade de todos. Participe das ações da Coordenadoria Estadual da Mulher, apoie as campanhas de prevenção e ajude a construir uma sociedade mais igualitária. Denuncie situações de violência, apoie vítimas e cobre políticas públicas efetivas. Juntos, garantimos que nenhuma mulher fique desprotegida.
Redação Portal Guavira


