O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) consolidou, no início de 2026, um balanço expressivo de suas ações ambientais, destacando a ampliação do monitoramento tecnológico para proteger os biomas locais. Através de programas estratégicos como o “Pantanal em Alerta”, a instituição intensificou a fiscalização contra o desmatamento ilegal, alcançando a marca de 71 mil hectares monitorados apenas no último ciclo. A palavra-chave desta atuação é a integração, unindo ferramentas de geotecnia e imagens de satélite para identificar degradações em tempo real e subsidiar inquéritos civis. Esses avanços reforçam o papel do órgão na garantia da sustentabilidade e na responsabilização de infratores, assegurando que o desenvolvimento econômico do estado ocorra em harmonia com a preservação de biomas vitais como o Pantanal, o Cerrado e a Mata Atlântica.
Tecnologias e monitoramento de precisão
A principal frente de combate aos crimes ambientais em Mato Grosso do Sul tem sido o uso de inteligência e dados geoespaciais. O Núcleo Geoambiental (Nugeo) do MPMS trabalha em conjunto com órgãos como o Imasul e a Polícia Militar Ambiental para validar alertas de desmatamento emitidos por sistemas de alta resolução. Essa metodologia permitiu, por exemplo, a abertura de investigações rigorosas sobre o uso irregular de fogo e a supressão vegetal sem autorização em regiões críticas como Corumbá, onde mais de 64 hectares de área degradada foram identificados através de provas periciais robustas.
Redução do desmatamento no Pantanal
Os resultados dessa vigilância constante já são visíveis nos dados oficiais de preservação. Em 2025, o desmatamento no Pantanal sul-mato-grossense registrou uma queda drástica de 65,4%, uma marca histórica atribuída tanto ao novo regramento da Lei do Pantanal quanto à atuação firme do Ministério Público na repressão imediata aos alertas de supressão vegetal. A rápida resposta do poder público aos sinais detectados via satélite impede que infrações isoladas se transformem em danos irreversíveis, protegendo a biodiversidade de um dos ecossistemas mais sensíveis do planeta.
Prevenção e apoio às comunidades
Além da repressão aos crimes, o MPMS tem focado em ações preventivas e no apoio à gestão sustentável de recursos. Encontros promovidos pela Escola Superior do Ministério Público (ESMP-MS) buscaram fortalecer a implementação de políticas públicas voltadas à gestão de resíduos sólidos e à adaptação às mudanças climáticas. O órgão também atua na mediação de conflitos socioambientais, buscando soluções que conciliem a produção agropecuária com a manutenção dos serviços ecossistêmicos prestados pelos proprietários rurais que preservam suas áreas.
Proteção da fauna e combate a incêndios
A atuação ambiental do Ministério Público também se estende à proteção da fauna silvestre e ao planejamento de combate a incêndios florestais. Programas de monitoramento de atropelamentos de animais em rodovias e a fiscalização de planos de manejo em propriedades rurais são frentes ativas que visam reduzir o impacto humano sobre a vida selvagem. No período de seca, o MPMS atua preventivamente cobrando dos municípios e do estado a estruturação de brigadas e o cumprimento de calendários proibitivos de queimadas, visando evitar tragédias ambientais recorrentes em anos anteriores.
Encerramento
A intensificação das ações ambientais pelo MPMS em 2026 demonstra que a tecnologia aliada à prontidão jurídica é o caminho para reduzir o desmatamento ilegal e assegurar um futuro sustentável para Mato Grosso do Sul.
FAQ
O que é o Programa Pantanal em Alerta?
É uma iniciativa do MPMS que utiliza imagens de satélite e laudos técnicos para monitorar e fiscalizar o desmatamento ilegal e o uso irregular do fogo no bioma Pantanal.
Qual foi o resultado da fiscalização ambiental em 2025?
O MPMS monitorou 71 mil hectares de áreas sob suspeita de desmatamento ilegal, contribuindo para uma redução de mais de 65% na devastação do Pantanal.
Como o MPMS identifica os crimes ambientais?
Através do cruzamento de dados geoespaciais do Nugeo com alertas de sistemas como o MapBiomas e fiscalizações in loco da Polícia Militar Ambiental.
Denuncie crimes ambientais à Promotoria de Justiça de sua cidade ou através da Ouvidoria do MPMS; sua participação é essencial para monitorar e proteger as riquezas naturais de Mato Grosso do Sul.
Redação Portal Guavira


