quinta-feira, janeiro 29, 2026
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Delegado André Matsushita destaca prevenção contra o feminicídio no programa Agora 104

O presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Mato Grosso do Sul (Adepol-MS), delegado André Matsushita, participou nesta semana do quadro Fala Delegado, no programa Agora 104 da Rádio Educativa MS, para debater temas cruciais sobre segurança pública e prevenção à violência. Durante a entrevista, Matsushita enfatizou que crimes passionais e feminicídios não ocorrem de forma isolada, sendo geralmente o ápice de uma escalada de comportamentos obsessivos e sentimentos de posse que precisam ser identificados precocemente pela rede de apoio da vítima. O delegado ressaltou que a intervenção do Estado, por meio do registro oficial de ocorrências, é uma ferramenta fundamental para inibir agressores antes que a violência atinja níveis irreversíveis, salvando vidas através da atuação incisiva da Polícia Civil.

Identificação de sinais e o papel da sociedade

Para o delegado André Matsushita, a violência de gênero e os crimes motivados por relacionamentos possuem uma raiz profundamente ligada à percepção do outro como objeto de propriedade. Ele explica que esse fenômeno é “biopsicossocial”, exigindo um olhar atento não apenas das autoridades, mas de familiares e amigos que convivem com a possível vítima. Segundo o presidente da Adepol, raramente um feminicídio é o primeiro ato de agressão; ele costuma ser precedido por ameaças, controle de comunicações e privação de liberdade.

O álcool como gatilho e não como causa

Questionado sobre a influência de substâncias entorpecentes nesses crimes, Matsushita esclareceu que o álcool e as drogas atuam como redutores do freio inibitório, funcionando como gatilhos para personalidades já predispostas à violência. Ele reforçou que o consumo dessas substâncias não justifica o crime, mas potencializa o comportamento doentio já existente, tornando o tratamento de saúde mental e o acompanhamento familiar indispensáveis antes que o agressor perca totalmente o controle.

Eficácia do registro policial e intervenção do estado

Um dos pontos altos da entrevista foi a orientação técnica sobre como proceder em casos de violência doméstica. André Matsushita foi enfático ao afirmar que crimes que envolvem qualquer tipo de violência física ou ameaça grave exigem a presença física da vítima na delegacia de polícia. Diferente de furtos ou extravios, que podem ser registrados on-line, casos de violência demandam o entendimento direto do delegado sobre a urgência da situação para que medidas protetivas e intervenções imediatas sejam tomadas com a devida celeridade.

Inibição do agressor pelo poder público

O presidente da Adepol destacou que o simples ato de um agressor receber uma intimação ou ser ouvido em uma delegacia tem um poder inibitório significativo. Ao perceber que suas ações agora estão sob o radar da Justiça e da Polícia Civil, muitos indivíduos interrompem a progressão criminosa. “A atuação da polícia pode sim inibir essa pessoa, pois ela passa a responder por seus atos antes que o pior aconteça”, afirmou Matsushita durante o programa.

Lançamento da obra literária Fala Delegado

Além das orientações de segurança, o delegado André Matsushita celebrou o lançamento de seu novo livro, intitulado “Fala Delegado”. A obra narra a trajetória do projeto homônimo, que nasceu como uma iniciativa de extensão acadêmica e palestras, evoluindo para um podcast de sucesso e, posteriormente, ganhando espaço nas ondas da Rádio Educativa MS. O livro oferece uma visão detalhada sobre o mundo da investigação criminal e a relação da Polícia Civil com outros órgãos da perseguição penal.

A publicação é direcionada tanto para o público acadêmico — incluindo advogados, promotores, juízes e estudantes de Direito — quanto para a comunidade em geral que deseja compreender a relevância da carreira jurídica do delegado de polícia. Matsushita agradeceu nominalmente aos colegas que colaboraram na produção, como os delegados Deitry e Camapum, além de enaltecer a parceria com a Rádio Educativa MS, que serviu como mola propulsora para aproximar a polícia da sociedade sul-mato-grossense.

O compromisso da Adepol-MS, sob a liderança de André Matsushita, continua sendo o de fortalecer a segurança pública através da educação, da prevenção e da valorização dos profissionais que atuam na linha de frente do combate ao crime em Mato Grosso do Sul.

Perguntas Frequentes

Posso registrar um caso de violência doméstica pela internet?
Não. Para crimes que envolvem violência ou ameaça grave, André Matsushita recomenda o registro presencial em uma delegacia para que o delegado possa avaliar a urgência e aplicar medidas protetivas.

Onde posso encontrar o novo livro do delegado André Matsushita?
O livro “Fala Delegado” já está disponível para venda na plataforma Amazon, e em breve contará com um lançamento físico oficial para a comunidade.

O que fazer ao perceber um comportamento obsessivo em um parceiro?
O recomendado é buscar apoio familiar e orientação em uma Delegacia de Polícia ou na Polícia Militar para que o Estado possa intervir preventivamente antes que a situação evolua para agressão física.

Fortaleça a rede de proteção em sua comunidade: ao notar sinais de comportamento abusivo ou ameaças, não hesite em procurar a Polícia Civil e registrar a ocorrência para garantir a segurança de todos.

Redação Portal Guavira

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