Após seis anos de paralisação, o trem turístico que liga Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, à fronteira com Mato Grosso do Sul, em Puerto Quijarro, retoma suas viagens nesta sexta-feira (27). Operado pela Ferroviária Oriental S.A., o serviço experimental — com duração de seis meses — usa ferrobús com capacidade para 42 passageiros, percorrendo 650 km em 12 horas. A reativação, resultado de pressão de municípios da Chiquitania, impulsiona turismo, conectividade regional e economia local, beneficiando Corumbá (MS). O trajeto inclui paradas em San José, Roboré, Chochís, Aguas Calientes, Carmen Rivero Tórrez e Puerto Suárez, valorizando missões jesuíticas e Pantanal boliviano.
Histórico e motivos da retomada
Suspenso durante a pandemia de covid-19 em 2020, o trem de passageiros continuou com cargas, mas a baixa demanda de turismo levou à interrupção. Pressão de comitês cívicos da região bloqueou ferrovias, exigindo retorno. O Ministério de Obras Públicas boliviano confirmou operação experimental para avaliar ocupação e demanda.
O serviço usa malha existente para Argentina, com vagões reformados e bordo. Tarifas, definidas pela Autoridade de Transportes (ATT), serão inferiores a ônibus na Rodovia Bioceânica, democratizando acesso.
Saídas: sextas de Santa Cruz (18h, chegada Quijarro 9h sábado); domingos de Quijarro (16h, chegada Santa Cruz 6h segunda).
Benefícios para MS e integração regional
Para Corumbá, o trem fortalece Porto Seco e turismo pantaneiro, conectando à Rota Bioceânica. Passa por áreas históricas (missões jesuíticas), Pantanal boliviano, impulsionando economia chiquitana e MS. Experimentalidade permite ajustes baseados em ocupação.
Impacto turístico e econômico
O “Trem da Morte” — apelido histórico por condições precárias — renasce turístico, promovendo integração Brasil-Bolívia-Paraguai. Capacidade 42 passageiros atende demanda inicial, com avaliações contínuas. Economia local ganha: turismo histórico-ambiental gera renda em municípios.
Bolívia busca capturar fluxo brasileiro via Corumbá, alternativa à rota Porto Murtinho. Integração ferroviária reduz custos vs. rodoviário, beneficiando exportadores MS.
Rota e atrativos
Trajeto: Santa Cruz-San José-Roboré-Chochís-Aguas Calientes-Carmen Rivero Tórrez-Puerto Suárez-Quijarro. Destaques: missões jesuíticas (UNESCO), Pantanal, cultura chiquitana. 12 horas confortáveis vs. ônibus.
Perspectivas e continuidade
Após testes, possível expansão. Governo boliviano monitora para regularizar, fortalecendo corredor bioceânico alternativo. MS ganha conectividade turística-comercial.
Perguntas frequentes
Quando retoma o trem?
27 de fevereiro, experimental por 6 meses.
Qual capacidade e operador?
42 passageiros; Ferroviária Oriental S.A.
Trajeto e duração?
Santa Cruz-Quijarro (650 km, 12h), com paradas regionais.
Tarifas?
Inferiores a ônibus; definidas ATT.
Aproveite o trem turístico para conhecer Bolívia e Pantanal. Compartilhe para impulsionar integração regional e turismo sustentável.



