quinta-feira, janeiro 29, 2026
HomeEDITORIASPREFCGCampo Grande encerra Consórcio Central MS e amplia mercados para 2026

Campo Grande encerra Consórcio Central MS e amplia mercados para 2026

O Município de Campo Grande conduziu a assembleia de encerramento de 2025 do Consórcio Central MS em posição de protagonismo, consolidando avanços na abertura de mercados e na estruturação de políticas regionais para 2026. A articulação com o Governo do Estado e com os demais municípios consorciados permitiu que ações originalmente desenhadas para fortalecer a inspeção e a comercialização de produtos de origem animal evoluíssem para uma agenda mais ampla de inclusão produtiva, agroindustrialização e integração logística. Ao fechar o ciclo do consórcio neste formato, a capital sul-mato-grossense se prepara para uma nova fase em que programas estaduais e investimentos em infraestrutura tendem a expandir ainda mais o alcance dos pequenos produtores e das agroindústrias regionais.

O papel do Consórcio Central MS no desenvolvimento regional

Criado para articular ações conjuntas entre municípios e fortalecer a inspeção e a comercialização de produtos de origem animal, o Consórcio Central MS reuniu prefeituras em torno de uma agenda comum de sanidade, qualidade e acesso a mercados. Ao lado de outros consórcios, como COINTA e CODEVALE, a estrutura foi decisiva para operacionalizar o Programa de Apoio à Comercialização de Produtos de Origem Animal (PACPOA-MS), que certificou agroindústrias e permitiu que produtos inspecionados em uma cidade pudessem circular em todo o território estadual. Essa lógica rompeu barreiras locais, substituindo limitações de mercado municipal por uma visão integrada de Mato Grosso do Sul como um único grande mercado consumidor.

PACPOA-MS e inclusão produtiva

Com a entrega dos primeiros certificados do PACPOA-MS, o Consórcio Central MS ajudou a viabilizar que pequenas agroindústrias familiares, antes restritas à venda em seus próprios municípios, passassem a comercializar carnes, embutidos e outros produtos em qualquer cidade do estado. O programa exigiu adequação sanitária, cumprimento de normas técnicas e melhorias estruturais, mas, em contrapartida, abriu portas para novos canais de distribuição, maior agregação de valor e fortalecimento da renda no campo. Para o poder público, esse movimento significou também melhor controle sobre a origem e a qualidade dos alimentos ofertados à população.

Encerramento do ciclo e perspectivas para 2026

O encerramento de 2025 marca uma transição de formato, e não o fim da cooperação regional. Campo Grande lidera um processo de reorganização institucional em que resultados obtidos com o Consórcio Central MS passam a dialogar com programas estaduais de logística, crédito e exportação. A forte expansão do agronegócio sul-mato-grossense, com safra recorde de soja e milho, crescimento da produção de etanol de milho e avanço de cadeias como celulose e carne bovina, cria demanda por uma governança regional mais robusta, alinhada a investimentos em rodovias, hidrovias e aeroportos.

Integração com investimentos logísticos e novos mercados

Projetos como a retomada da concessão da BR-163/MS, a chamada “Rota da Celulose” e os avanços em terminais e aeroportos regionais tendem a reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade dos produtos sul-mato-grossenses nos próximos anos. A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Bataguassu, prevista para entrar em operação em 2026, reforça o potencial de exportação, permitindo que agroindústrias e empreendimentos estruturados sob experiências como as do Consórcio Central MS alcancem mercados internacionais com mais facilidade. Nesse contexto, a experiência consorciada deixa um legado de organização sanitária e gerencial que facilita a inserção de pequenos e médios produtores em cadeias mais exigentes.

Conclusão

Ao conduzir o encerramento do Consórcio Central MS em 2025, Campo Grande demonstra capacidade de liderar arranjos regionais que conectam inclusão produtiva, agroindustrialização e estratégia de abertura de mercados. O ciclo que se fecha é o de uma estrutura consorciada que cumpriu papel importante na padronização sanitária e na ampliação do mercado interno estadual; o que se abre é uma fase em que esses resultados dialogam diretamente com grandes investimentos logísticos e com a perspectiva de maior presença sul-mato-grossense no comércio exterior. A capital se consolida, assim, como polo articulador entre pequenos produtores, agroindústria e políticas de competitividade para 2026 e além.

Perguntas frequentes

O que foi o Consórcio Central MS?
Foi um consórcio intermunicipal de desenvolvimento que reuniu municípios em torno da inspeção e comercialização de produtos de origem animal, permitindo ações conjuntas em sanidade, fiscalização e acesso a mercados em todo o estado.

Por que Campo Grande teve papel central no encerramento de 2025?
Por ser município-polo e sede de importantes estruturas administrativas, Campo Grande conduziu a assembleia de encerramento, articulando a transição do consórcio para uma nova etapa integrada a programas estaduais de agroindustrialização e logística.

O encerramento significa fim da cooperação entre municípios?
Não. O encerramento marca o fim de um formato específico, mas o legado de organização sanitária, certificação e articulação regional tende a ser incorporado a outros programas e arranjos institucionais, como o PACPOA-MS e iniciativas logísticas e de exportação.

Quais os impactos para pequenos produtores e agroindústrias?
A experiência consorciada facilitou o acesso a certificações que liberam a venda de produtos em todo o estado, e agora esse histórico se soma a novos projetos de infraestrutura e exportação, ampliando o potencial de mercado para 2026.

Redação Portal Guavira

spot_img

Últimas Notícias