terça-feira, fevereiro 3, 2026
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CEOs do agronegócio aumentam receita com uso de inteligência artificial

O agronegócio brasileiro vive uma transformação profunda com a consolidação da inteligência artificial (IA) como ferramenta estratégica para geração de valor e eficiência operacional. De acordo com a 29ª edição da Global CEO Survey realizada pela PwC, cerca de 33% das empresas do setor já registram aumento direto em suas receitas atribuído à adoção dessa tecnologia. Para os líderes do campo, a IA deixou de ser uma promessa futurista para se tornar um componente essencial da agenda corporativa, focada na reinvenção dos modelos de negócio diante das mudanças climáticas e da necessidade de otimizar processos produtivos.

A pesquisa aponta que a inovação é considerada essencial por 63% dos CEOs do agronegócio no Brasil, índice que supera significativamente a média global do setor, de 50%. Esse movimento reflete uma busca incessante por produtividade em um cenário de margens mais estreitas e juros elevados, onde a tecnologia atua como um diferencial competitivo. Além do crescimento no faturamento, 33% dos executivos relataram redução de custos operacionais graças à automação proporcionada pela IA, demonstrando que a inteligência de dados está redefinindo a economia do setor.

Impacto na eficiência e lucratividade do setor

A integração da inteligência artificial no cotidiano das fazendas e agroindústrias tem gerado resultados palpáveis na gestão do tempo e dos recursos. Os CEOs brasileiros demonstram um otimismo crescente quanto ao retorno sobre esses investimentos tecnológicos.

Ganhos de produtividade e otimização de custos

Os dados da PwC revelam que 52% dos CEOs do agronegócio identificaram ganhos expressivos de eficiência no uso do tempo dos funcionários após a implementação de ferramentas de IA generativa. Mais do que agilizar tarefas administrativas, a tecnologia é aplicada na agricultura de precisão, no monitoramento de safras e na análise preditiva de mercado, permitindo decisões mais assertivas. Em termos financeiros, 61% dos líderes esperam um aumento na lucratividade nos próximos meses, impulsionado pela capacidade da IA de reduzir desperdícios e maximizar a produção por hectare. Esse foco na eficiência é uma resposta direta à percepção de 31% dos executivos que acreditam que seus negócios não serão viáveis em dez anos sem uma reinvenção tecnológica profunda.

Desafios na gestão e transformação do mercado de trabalho

Apesar dos avanços, a implementação da IA no agronegócio traz desafios estruturais e sociais que exigem atenção das lideranças. A gestão de curto prazo ainda consome a maior parte da agenda dos executivos, dificultando planejamentos estratégicos de longa duração.

Reestruturação da força de trabalho e planejamento

Um dado sensível da pesquisa indica que 60% dos CEOs do agro preveem uma menor necessidade de profissionais em início de carreira à medida que a automação avança. Isso sinaliza uma mudança no perfil das competências exigidas, priorizando trabalhadores capazes de operar e interpretar sistemas complexos de IA. Além disso, os líderes dedicam 54% de seu tempo a temas de curto prazo (até um ano), motivados por dificuldades de captação de capital de giro e volatilidade econômica. Para a PwC, o desafio agora é equilibrar essa urgência operacional com a visão de longo prazo, garantindo que a IA seja adotada de forma estratégica e integrada em toda a organização, e não apenas em departamentos isolados.

Futuro impulsionado pela inteligência de dados

A trajetória do agronegócio brasileiro aponta para um futuro onde a sustentabilidade e a tecnologia caminham juntas de forma inseparável. A IA generativa e preditiva é vista como a chave para enfrentar as megatendências globais que pautam o setor. À medida que 78% dos CEOs pretendem integrar plenamente a IA às suas plataformas nos próximos três anos, Mato Grosso do Sul e o Brasil consolidam sua posição como potências tecnológicas no campo. O compromisso com a inovação não apenas protege as empresas contra obsolescência, mas assegura que o agronegócio continue sendo o motor da economia nacional, entregando alimentos de forma mais eficiente, rentável e adaptada às exigências climáticas do século XXI.

Perguntas frequentes

Qual a porcentagem de CEOs do agro que já veem aumento de receita com IA?
Segundo a pesquisa da PwC, 33% dos executivos do agronegócio brasileiro já atribuem o aumento direto de suas receitas ao uso de inteligência artificial.

A inteligência artificial pode reduzir o número de vagas de trabalho no campo?
Cerca de 60% dos líderes do setor preveem que a IA reduzirá a necessidade de profissionais em início de carreira, exigindo maior especialização técnica dos trabalhadores remanescentes.

Quais são os principais benefícios da IA apontados pelos CEOs?
Os principais benefícios incluem ganho de eficiência no tempo dos funcionários (52%), redução de custos operacionais (33%) e aumento da qualidade dos produtos e serviços (54%).

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Redação Portal Guavira

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