Mato Grosso do Sul vive uma nova fase de expansão no campo, com a citricultura se consolidando como aposta estratégica para diversificar a base produtiva, atrair empresas e gerar renda em diferentes regiões do estado. A movimentação não é pequena: investimentos estimados em R$ 2,4 bilhões e cerca de 35 mil hectares de projetos já prospectados colocam o cultivo de citros em ritmo acelerado, com impacto direto no agronegócio e em cadeias de serviços como logística, irrigação e formação de mão de obra. O Estado já conta com mais de 7 milhões de mudas implantadas e trabalha com a meta de chegar a 50 mil hectares de pomares formados até 2030. Ainda fora do topo do ranking nacional de produção, MS aposta em vantagens competitivas como disponibilidade de terras, clima favorável, logística estratégica e um ambiente de negócios com foco em segurança jurídica e sanidade.
A nova fronteira agrícola dos citros
O avanço da citricultura em Mato Grosso do Sul tem sido puxado por grandes projetos e por uma estratégia que combina investimentos privados com ações públicas orientadas para defesa agropecuária, capacitação e criação de condições para crescimento sustentável. O secretário Jaime Verruck destaca que o Estado construiu uma base de segurança jurídica e sanitária, com ações firmes de defesa agropecuária e parcerias com instituições como o Fundecitrus, o que amplia a confiança dos investidores. Na prática, essa estrutura reduz riscos típicos da atividade, especialmente em uma cultura em que a sanidade define produtividade e viabilidade econômica a longo prazo.
Por que MS virou destino de investidores
Entre os exemplos citados está o projeto da Cutrale, com grande parte dos seus 5 mil hectares já plantados em Sidrolândia e previsão de atingir até 8 milhões de caixas por safra quando os pomares entrarem em plena produção. Além dela, empreendimentos como Cambuy, Frucamp, Agro Terena, Citrosuco e o Grupo Junqueira Rodas ampliam presença no Estado, somados a produtores independentes que buscam diversificação produtiva. O movimento sinaliza que MS está deixando de ser “promessa” e se tornando território de execução, com projetos que já estão em fase de implantação e planejamento de expansão.
Tecnologia, sanidade e mão de obra no centro
O crescimento acelerado exige três pilares: sanidade, infraestrutura e gente preparada. O Estado tem destacado a necessidade de tolerância zero para o greening, doença que ameaça pomares e pode inviabilizar áreas produtivas se não houver controle rigoroso. Ao mesmo tempo, a estratégia considera que grande parte da cultura está irrigada, o que amplia estabilidade produtiva, mas exige investimento contínuo em tecnologia e energia.
Capacitação e inclusão no campo
Nos depoimentos de investidores, a qualidade do solo aparece como diferencial relevante, sobretudo em áreas de pastagens antigas, com vitalidade e potencial produtivo para citros. Também ganha destaque a formação de mão de obra “do zero” e o aumento da participação feminina na atividade, com trabalhadoras assumindo funções como operação de máquinas agrícolas. Esse processo de qualificação, no entanto, vem acompanhado de desafios citados pelo setor, como energia e disponibilidade de mão de obra, que tendem a se tornar pauta permanente conforme a expansão avança.
Rumo à industrialização e efeito na economia
O salto de área plantada traz uma consequência natural: a pressão por estrutura industrial e por uma cadeia mais completa dentro do Estado. A expectativa colocada para o médio prazo é que, ao alcançar ao menos 25 mil hectares de pomares em produção, MS tenha escala suficiente para atrair a “tão sonhada” industrialização ligada aos citros. Nesse horizonte, instrumentos de crédito continuam sendo apontados como alavanca, com manutenção de linhas do FCO voltadas a investimentos, principalmente em irrigação. Ao mesmo tempo, há menção à intenção de reduzir o ICMS na saída da laranja, hoje em 2%, como estratégia para reforçar competitividade e estimular o fluxo comercial.
Encerramento
A citricultura já mudou o mapa de oportunidades do agronegócio em Mato Grosso do Sul, com bilhões em investimentos, milhões de mudas implantadas e uma meta ambiciosa de expansão até 2030, apontando para geração de renda, empregos e possível industrialização no médio prazo.
Perguntas frequentes
Quanto a citricultura deve movimentar em investimentos em MS?
Os investimentos prospectados são estimados em R$ 2,4 bilhões.
Qual é a meta de área plantada de citros no Estado?
A meta é alcançar 50 mil hectares de pomares formados até 2030.
Quais empresas estão investindo em citricultura em MS?
Entre os grupos citados estão Cutrale, Citrosuco, Cambuy, Frucamp, Agro Terena e Grupo Junqueira Rodas, além de produtores independentes.
Qual é um dos principais riscos sanitários para a cultura?
O greening é citado como foco de controle, com diretriz de tolerância zero para a doença.
Há perspectiva de industrialização no Estado?
A expectativa é que, com pelo menos 25 mil hectares em produção, o Estado crie escala para atrair industrialização ligada aos citros.
Se a sua região tem áreas de pastagem, logística favorável e interesse em diversificação produtiva, este é o momento de acompanhar projetos, buscar capacitação e dialogar com cooperativas, associações e prefeituras para aproveitar a onda de investimentos da citricultura em Mato Grosso do Sul
Redação Portal Guavira


