O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) consolidou um desempenho sem precedentes em Mato Grosso do Sul ao injetar R$ 3,240 bilhões na economia estadual ao longo de 2025 . Este volume representa um recorde histórico para o fundo no estado, impulsionado majoritariamente pela robusta demanda do setor rural, que foi responsável pela absorção de 75% do total de recursos disponibilizados . O resultado superou significativamente o repasse inicialmente previsto pela Superintendência para o Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), que era de R$ 2,7 bilhões, exigindo reajustes sucessivos para atender ao dinamismo do mercado sul-mato-grossense . Essa performance evidencia a força do agronegócio e a confiança dos produtores locais no potencial produtivo da região, consolidando o estado como um polo estratégico de desenvolvimento econômico nacional .
Protagonismo do setor rural e correção de solo
A predominância do setor rural na captação de recursos do FCO em 2025 marcou uma mudança no perfil histórico de distribuição, onde anteriormente a divisão entre as linhas rural e empresarial era mais equilibrada . No ano passado, as atividades agropecuárias concentraram três quartos do montante aplicado, com foco especial em projetos que visam a sustentabilidade e a eficiência produtiva . Entre as finalidades que mais demandaram crédito, destacam-se a correção de solo, com 17,15% do volume, e a reforma ou recuperação de pastagens, que somou 13,68% das aplicações . Essas ações são pilares fundamentais para a meta estadual de neutralização de carbono até 2030, promovendo o sequestro de CO2 por meio de práticas agronômicas avançadas .
Prioridade aos pequenos e médios produtores
Um dado relevante da gestão do FCO em Mato Grosso do Sul é a descentralização do crédito, priorizando os mini, pequenos e médios empreendedores . No segmento rural, 72% dos recursos foram destinados a este público, superando a meta institucional de aplicar no mínimo 50% em projetos de menor porte . O apoio técnico da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) foi decisivo para que esses produtores conseguissem elaborar projetos viáveis e acessar as linhas de financiamento, garantindo que o desenvolvimento chegasse a todos os 79 municípios do estado .
Diversificação produtiva e infraestrutura logística
Além das atividades tradicionais, o FCO em 2025 fomentou setores estratégicos para a diversificação da matriz econômica estadual, como a fruticultura e a armazenagem agrícola . A citricultura, especificamente a produção de laranjas, recebeu 8,25% dos aportes, refletindo a visão governamental de transformar o estado em um novo polo sucrocitrícola nacional . Outro ponto crítico atendido foi a construção de armazéns, que absorveu 7% dos recursos, uma necessidade latente diante do crescimento contínuo das safras de grãos, que exige maior capacidade de estocagem para otimizar a comercialização e reduzir perdas logísticas .
Dinamismo do FCO Empresarial nos centros urbanos
Embora o setor rural tenha liderado a demanda, a linha FCO Empresarial desempenhou papel vital na manutenção do comércio e serviços, especialmente nas grandes cidades . Campo Grande concentrou 40% das aplicações desta linha, seguida por Dourados com 13%, focando principalmente em capital de giro (41,15%) e aquisição de novos equipamentos (21,82%) . Assim como no campo, os pequenos negócios foram os mais beneficiados, representando 52% dos contratos empresariais, o que sustenta a geração de empregos e a resiliência econômica das áreas urbanas frente às oscilações do cenário nacional .
Perspectivas e orçamento ampliado para 2026
Para o exercício de 2026, a Sudeco já estabeleceu um orçamento inicial de R$ 3,1 bilhões para Mato Grosso do Sul, o que representa um aumento de 14% em relação ao valor disponibilizado no início do ano anterior . Esta ampliação orçamentária é um reconhecimento direto da capacidade de execução do estado, que em 2025 foi a única unidade da federação no Centro-Oeste a necessitar de aportes extras para não paralisar o atendimento às demandas vigentes . A projeção é que os recursos continuem a fluir de forma equilibrada entre os setores, apoiando desde a modernização de frotas até a implantação de sistemas de irrigação de alta tecnologia .
O compromisso com o desenvolvimento sustentável e a inclusão produtiva permanece como a diretriz central na aplicação desses fundos constitucionais . Ao transformar recursos em infraestrutura, tecnologia e correção ambiental, Mato Grosso do Sul reafirma sua liderança econômica na região, preparando o terreno para ciclos de crescimento ainda mais robustos e resilientes nos próximos anos .
Perguntas Frequentes
Qual foi o valor total aplicado pelo FCO em MS em 2025?
O montante total injetado na economia do estado através do FCO atingiu o recorde de R$ 3,240 bilhões no ano passado .
Quem pode solicitar o financiamento do FCO?
O fundo é destinado a mini, pequenos, médios e grandes produtores rurais, bem como a empresas de diversos portes dos setores industrial, comercial e de serviços .
Quais foram as principais utilizações do dinheiro no campo?
Os recursos foram usados principalmente para correção de solo, recuperação de pastagens, aquisição de matrizes bovinas, sistemas de irrigação e compra de máquinas agrícolas .
Impulsione o crescimento do seu negócio ou propriedade rural em 2026: procure sua agência bancária ou a Agraer para conhecer as novas linhas do FCO e contribua para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul.
Redação Portal Guavira


