O Hospital Regional de Dourados Olga Castoldi Parizotto começou a operar nesta semana, marcando um avanço na nova arquitetura da saúde de Mato Grosso do Sul. Localizado às margens da BR-463, o hospital inicia com 100 leitos e serviços de média e alta complexidade, beneficiando 34 municípios da macrorregião Cone Sul e cerca de 900 mil pessoas. Essa ativação integra uma estratégia estadual que regionaliza atendimentos, reduz deslocamentos para Campo Grande e fortalece a rede SUS com foco em eficiência e tecnologia digital. A unidade já realizou sua primeira cirurgia em 15 de dezembro, demonstrando prontidão para demandas regionais. O investimento total no complexo chega a R$ 134,1 milhões, unindo esforços estaduais e federais para qualificar o cuidado perto de casa.
Nova arquitetura da saúde
A nova arquitetura da saúde redefine o SUS em Mato Grosso do Sul, organizando serviços por níveis de complexidade e capacidade municipal. Cidades pequenas priorizam atenção primária, enquanto municípios médios como Dourados assumem alta complexidade, aliviando sobrecarga em Campo Grande.
Essa reorganização baseia-se em critérios técnicos, com fluxos regulados pela Central Estadual para direcionar pacientes ao local adequado. Desde 2023, o estado investe mais de R$ 2,2 bilhões em obras, equipamentos e capacitação, incluindo hospitais regionais em Três Lagoas e Dourados.
Integração com policlínica
A Policlínica Cone Sul, inaugurada em outubro, atua como porta de entrada com exames como tomografia, mamografia e endoscopia, além de especialidades multiprofissionais. Juntas, as unidades formam o primeiro elo da rede no sul do estado, ampliando resolutividade e reduzindo viagens longas.
Estrutura e serviços do HRD
O hospital inicia com 59 leitos de internação, 20 de UTI (10 adultos e 10 pediátricos) e 21 para cuidados imediatos. Conta com quatro salas cirúrgicas para cirurgia geral, ortopedia, ginecologia, urologia e outras especialidades.
Processos são 100% digitalizados, com prontuário eletrônico e integração à regulação estadual, servindo de modelo para futuras unidades. Expansão prevê 192 leitos até 2026, incluindo hemodinâmica e quinta sala cirúrgica.
Investimentos realizados
Equipamentos somam R$ 39,29 milhões, com R$ 26,39 milhões no HRD e R$ 12,89 milhões na policlínica, financiados por tesouro estadual e federal. Obras e estruturas elevam o total a R$ 134,1 milhões, refletindo compromisso com infraestrutura moderna.
Impacto regional e prioridades
A unidade atende 34 municípios, priorizando demandas como saúde indígena, aeroporto e abastecimento de água em Dourados. Representa alívio histórico para a região sul, que aguardava o hospital desde 2014 apesar de paralisações.
Gestão pela Agir Saúde garante operação eficiente desde o primeiro dia, com foco em humanização e segurança. Autoridades destacam o SUS como proteção essencial à vida.
Conclusão
O início das atividades do Hospital Regional de Dourados consolida a nova arquitetura da saúde, promovendo equidade e eficiência no SUS sul-mato-grossense. Essa estrutura fortalece a regionalização, melhora fluxos assistenciais e eleva a qualidade de vida para centenas de milhares. O modelo pioneiro pavimenta avanços para todo o estado, comprovando que planejamento técnico transforma realidades locais.
FAQ
O Hospital Regional de Dourados atende quais municípios?
Atende 34 municípios da macrorregião Cone Sul, beneficiando cerca de 900 mil pessoas via regulação estadual.
Quais serviços estão disponíveis na fase inicial?
Inclui 100 leitos, UTI adulto e pediátrica, salas cirúrgicas para média e alta complexidade, com expansão prevista para 2026.
Como funciona a integração com a Policlínica Cone Sul?
A policlínica oferece diagnósticos e especialidades como porta de entrada, complementando o hospital para atendimento completo na região.
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Redação Portal Guavira


