quinta-feira, janeiro 29, 2026
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MS registra menor taxa de gravidez na adolescência em dez anos

Mato Grosso do Sul fecha 2025 com a menor taxa de gravidez na adolescência em uma década, resultado direto da expansão de contraceptivos de longa duração (LARCs) e ações integradas de saúde pública. De 14,92% em 2022, o índice caiu para 12,65% em 2025, enquanto o Brasil registrou aumento médio, destacando o modelo sul-mato-grossense como referência nacional. A Secretaria de Estado de Saúde coordenou capacitações, oficinas educativas e ampliação de acesso a métodos como DIU e implantes, impactando diretamente 79 municípios. Essa conquista reflete planejamento de longo prazo, com redução de 8.315 para 2.861 nascidos vivos de mães de 15 a 19 anos entre 2015 e 2025, e de 514 para 171 em menores de 15 anos. O sucesso reforça a importância de políticas preventivas para autonomia feminina e desenvolvimento social.

Estratégias de expansão dos LARCs

A implantação acelerada de LARCs marcou 2025, com foco em qualificação de profissionais da atenção primária para inserção de DIU e implantes subdérmicos. Oficinas presenciais ocorreram em Nova Andradina, Campo Grande e Costa Rica, seguindo protocolos atualizados do Ministério da Saúde e capacitando equipes para atendimento acolhedor a adolescentes. Essa abordagem técnica combinou teoria e prática, garantindo segurança e eficácia, e integrou-se a campanhas de conscientização sobre métodos reversíveis de longa duração.

Impacto nos números estaduais

Os dados revelam queda consistente: de 2015 a 2025, gestações em adolescentes de 15-19 anos diminuíram 65%, enquanto em menores de 15 anos a redução chegou a 67%. Em 2025, o estado evitou cerca de 1.500 casos em relação a picos anteriores, graças à oferta gratuita na rede SUS e parcerias com municípios. Esse desempenho contrasta com tendências nacionais, posicionando MS como líder em prevenção.

Ações educativas e territoriais

Além dos LARCs, o projeto “Educar para Transformar” promoveu oficinas territoriais em diversos municípios, abordando prevenção de HPV, gravidez não intencional e saúde sexual. Uma webaula estadual reuniu representantes dos 79 municípios, disseminando boas práticas e estratégias intersetoriais com educação e assistência social. Essas iniciativas enfatizaram diálogo franco, desmistificação de tabus e empoderamento, alcançando escolas, UBS e comunidades vulneráveis.

Integração com atenção primária

Equipes de saúde da família receberam treinamento para consultas individualizadas, priorizando adolescentes em situação de risco social ou com baixa escolaridade. A abordagem acolhedora, sem julgamento, facilitou adesão aos métodos, com follow-up para monitoramento e renovação. Resultado: maior retenção de jovens na escola e redução de interrupções de ciclo vital por maternidade precoce.

Desafios persistentes e perspectivas

Apesar dos avanços, vulnerabilidades socioeconômicas, desinformação em áreas rurais e barreiras culturais demandam continuidade. A Secretaria planeja expandir LARCs para mais regiões, intensificar fiscalizações e integrar dados com o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc). Parcerias com ONGs e universidades visam pesquisas locais para refinar políticas, garantindo sustentabilidade. O modelo de MS inspira outros estados, provando que investimento em prevenção gera economia em saúde e equidade social.

Encerramento

A redução da gravidez na adolescência em Mato Grosso do Sul consolida um legado de políticas públicas eficazes, centradas em LARCs, educação e capacitação, transformando estatísticas em vidas plenas para milhares de jovens.

Perguntas frequentes

O que são LARCs e por que funcionam?
Contraceptivos de longa duração, como DIU e implantes, oferecem proteção por anos com alta eficácia (mais de 99%), reduzindo falhas comuns em métodos diários.

Por que MS teve queda enquanto o Brasil aumentou?
Investimento em capacitação, acesso gratuito e ações educativas contínuas criaram um ecossistema preventivo, contrastando com desigualdades nacionais.

Quais municípios foram priorizados em 2025?
Nova Andradina, Campo Grande e Costa Rica receberam oficinas presenciais, mas a estratégia abrangeu todos os 79 municípios via webaulas.

A gravidez na adolescência acabou em MS?
Não, persistem desafios em áreas vulneráveis, mas a tendência de queda permite foco em prevenção integral e suporte às gestantes.

Como acompanhar os avanços?
Acompanhe relatórios da Secretaria de Saúde e Sinasc para dados atualizados, e engaje-se em ações locais de educação sexual.

Participe do debate sobre saúde da mulher em MS: compartilhe essas conquistas, cobre continuidade de políticas e apoie iniciativas locais para empoderar a juventude sul-mato-grossense.

Redação Portal Guavira

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