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MPMS abre investigação após queimada atingir 468 hectares de vegetação no Cerrado em Sonora
MPMS abre investigação após queimada atingir 468 hectares de vegetação no Cerrado em Sonora
22/10/2025 15h24 Atualizada há 11 meses
Por: Redação
Foto: Reprodução

Proprietário é multado em R$ 4,6 milhões e pode responder nas esferas cível, administrativa e criminalmente por dano ambiental

Uma fazenda localizada no município de Sonora é objeto de inquérito civil instaurado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Sonora, devido à suspeita de desmatamento ilegal de 468 hectares de vegetação nativa, sem autorização ambiental. A portaria foi divulgada no Diário Oficial da instituição nesta terça-feira (21).

O desmatamento foi identificado por meio de auto de infração expedido pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), que apurou que o fogo ultrapassou os limites da propriedade autuada e atingiu também áreas de fazendas vizinhas. A área degradada foi classificada como vegetação remanescente declarada no Cadastro Ambiental Rural (CAR), para fins de Reserva Legal.

Pela infração, o proprietário da fazenda foi autuado em R$ 4,6 milhões e notificado a elaborar, no prazo de 90 dias, um Plano de Recuperação de Área Degradada e Alterada (PRADA), vinculando-o ao CAR.

O MPMS determinou a notificação do investigado para apresentar informações preliminares no prazo legal, além de solicitar documentos fundiários e ambientais. A conduta investigada pode configurar ilícitos nas esferas administrativa, cível e penal, conforme previsto na Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais).

Confirmadas as irregularidades, o MPMS poderá adotar as medidas legais cabíveis, inclusive o ajuizamento de ação civil pública para reparação integral do dano ambiental, sem prejuízo da responsabilização do infrator nas demais instâncias legais competentes.

A região de Sonora integra uma área estratégica de transição do bioma Cerrado, reconhecido por sua alta sensibilidade ecológica e relevância para a manutenção da biodiversidade e dos recursos hídricos. Nesse contexto, a atuação do MPMS é essencial para coibir danos ambientais, proteger serviços ecossistêmicos e assegurar o cumprimento da legislação ambiental.

Texto: Maurício Aguiar - Foto: Autos do Inquérito - Revisão: Fabrício Judson

Fonte: https://www.mpms.mp.br/noticias/2025/10/queimada-destroi-468-hectares-de-vegetacao-nativa-no-cerrado-e-mpms-abre-investigacao-em-sonora

Redação Portal Guavira