O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado Gerson Claro, defendeu a ampliação das Parcerias Público-Privadas (PPPs) como alternativa para acelerar investimentos, modernizar estruturas e melhorar serviços oferecidos à população. Entre as possibilidades citadas pelo parlamentar estão o Parque das Nações Indígenas e o Morenão, em Campo Grande.
A declaração foi feita durante entrevista ao 96News, da Antena 1 Campo Grande 96,7 FM, ao responder aos apresentadores Joel Silva e Stephanie Brittes sobre a participação do Legislativo em projetos de infraestrutura, universalização do saneamento e investimentos rodoviários.
Gerson destacou que Mato Grosso do Sul já possui experiências concretas que demonstram o potencial das parcerias entre poder público e iniciativa privada.
“Nós tivemos bons resultados que já estão presentes na nossa sociedade. Caminhamos para cerca de 80% no saneamento e vamos caminhar para a universalização. Acho que esse é um dos grandes feitos da parceria público-privada em Mato Grosso do Sul”, afirmou.
O presidente da ALEMS também mencionou as experiências no setor rodoviário e defendeu que o Estado avance para novas áreas.
Parque das Nações no modelo do Ibirapuera
Durante a entrevista, Gerson revelou que vem pesquisando modelos adotados em outros estados. Um dos casos que chamou sua atenção foi o Parque Ibirapuera, em São Paulo, cuja gestão foi concedida à iniciativa privada.
A ideia, segundo o deputado, demonstra que é possível atrair investimento privado e explorar economicamente determinados serviços sem transformar o acesso ao espaço público em atividade paga.
“Continua gratuito, continua aberto à população, mas há exploração dos negócios que são gerados no parque”, explicou.
Foi a partir desse exemplo que Gerson levantou uma possibilidade para Campo Grande: estudar modelo semelhante para o Parque das Nações Indígenas, onde também está localizado o Bioparque Pantanal.
“É uma possibilidade de parceria privada para a exploração, por exemplo, do Parque das Nações Indígenas, que tem o Aquário do Pantanal, uma visitação enorme, sem cobrar e com a liberdade das pessoas entrarem gratuitamente no parque”, afirmou.
Na proposta apresentada pelo deputado como possibilidade de discussão, atividades comerciais e serviços poderiam ser explorados pela iniciativa privada, enquanto os investimentos ajudariam na modernização e manutenção da estrutura.
“A exploração dos serviços de restaurante, a modernização, viria com uma parceria privada”, exemplificou.
Morenão também entra na discussão
Outro espaço citado por Gerson foi o Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão. Ao conversar com Joel e Stephanie, o presidente da Assembleia lembrou a visita realizada ao estádio no dia anterior, acompanhada por Joel Silva durante a agenda do presidente da CBF, Samir Xaud, em Campo Grande.
Para Gerson, recuperar uma estrutura desse porte exclusivamente com recursos públicos é um desafio, e a participação da iniciativa privada pode ajudar a tornar o complexo economicamente viável.
“O governo precisa investir para se tornar viável, e aquilo pode se transformar em um centro de eventos de futebol e de outras atividades através do investimento e da parceria com a iniciativa privada”, avaliou.
Na visão do presidente da ALEMS, as PPPs não devem significar simplesmente transferir patrimônio público ao setor privado, mas utilizar capital e capacidade de gestão da iniciativa privada para ampliar investimentos e entregar estruturas melhores à população.
“A gente tem firme propósito de ampliar essas parcerias, e Mato Grosso do Sul caminha nesse rumo de melhorar o serviço público com a participação da iniciativa privada”, concluiu Gerson.
Por Andre Estoduto Redação Portal Guavira