A Polícia Federal iniciou nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, uma mobilização estratégica para garantir a integridade do processo democrático durante as eleições de 2026. Em participação no Seminário da Justiça Eleitoral, em Brasília, a instituição detalhou planos de ação focados no combate à desinformação e à criminalidade cibernética. A iniciativa ocorre em parceria direta com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), visando assegurar que o eleitor possa exercer seu direito ao voto em um ambiente seguro, transparente e livre de manipulações digitais. O Diretor-Geral da PF, Andrei Rodrigues, reafirmou que a autonomia investigativa será o pilar central para manter a ordem e o respeito aos preceitos legais durante todo o período eleitoral.
Planejamento estratégico e segurança digital
A complexidade das eleições de 2026 exige uma resposta coordenada entre as forças de segurança e a Justiça Eleitoral, especialmente no que tange ao submundo digital. Durante o evento, diretores de áreas especializadas da Polícia Federal, como as de Combate ao Crime Organizado e Crimes Cibernéticos, palestraram sobre os novos desafios tecnológicos que surgem a cada ciclo. A estratégia institucional para os próximos meses envolve o monitoramento preventivo de redes e o fortalecimento de canais de comunicação para desarticular milícias digitais antes que elas possam comprometer a legitimidade das candidaturas.
Três eixos fundamentais de atuação
Para garantir a fluidez do pleito, o Diretor-Geral da PF destacou a implementação de três eixos fundamentais de atuação operacional. O primeiro foca na segurança física de candidatos e eleitores; o segundo, na utilização de tecnologia de ponta e integração de bases de dados para investigações rápidas; e o terceiro, na garantia de autonomia absoluta para as ações investigativas da corporação. Esse modelo de gestão busca tranquilizar a sociedade, assegurando que qualquer tentativa de interferência criminosa no processo eleitoral será repelida com rigor técnico e amparo legal.
Integração institucional e integridade eleitoral
A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, ressaltou durante a abertura do seminário que a colaboração da Polícia Federal é indispensável para a manutenção da paz social durante as eleições. O papel da PF vai além da repressão ao crime, atuando como um braço de suporte técnico que formaliza decisões e traz transparência a cada etapa da apuração. Essa união de esforços entre o Judiciário e o Executivo Federal fortalece a confiança da população nas urnas eletrônicas e nos mecanismos de controle democrático.
Combate efetivo contra a disseminação de notícias falsas
O enfrentamento à desinformação foi apontado como uma das prioridades críticas para 2026. A Polícia Federal intensificará o trabalho de inteligência para identificar e responsabilizar os financiadores de campanhas de difamação e notícias falsas que tentam distorcer a realidade eleitoral. Ao atuar contra a disseminação desses conteúdos, a instituição protege não apenas as candidaturas individuais, mas o próprio direito coletivo à informação verídica, permitindo que a escolha do voto seja baseada em fatos e propostas legítimas.
Garantia de um pleito transparente e autônomo
A Polícia Federal reforça que sua atuação nas eleições de 2026 será pautada pela independência e pelo estrito cumprimento do dever constitucional. Com o uso de novas ferramentas de inteligência artificial e análise de dados, a instituição espera elevar o nível de resolutividade de crimes eleitorais a patamares históricos. O foco é criar um ambiente onde a democracia prevaleça sobre a criminalidade, independentemente de ideologias ou partidos envolvidos nas disputas municipais e estaduais.
Os avanços significativos registrados em operações passadas servem como base para o planejamento de 2026, que promete ser o mais tecnológico da história da corporação. A integração entre as agências de segurança e a Justiça Eleitoral permanece como a melhor defesa contra tentativas de desestabilização das instituições brasileiras, garantindo que a vontade do povo seja expressa de forma soberana em outubro.
Perguntas frequentes sobre a segurança nas eleições
Quais são os principais focos da PF para as eleições de 2026?
A instituição foca no combate à desinformação, na segurança cibernética e na garantia da integridade física de candidatos e eleitores em todo o Brasil.
Como o TSE e a PF trabalharão juntos contra notícias falsas?
Através de um intercâmbio constante de informações e suporte técnico, a PF atuará na investigação de crimes cibernéticos e na identificação de redes de desinformação sob orientação do TSE.
Haverá tecnologia especial para investigar crimes eleitorais?
Sim, a PF utilizará a integração de bases de dados e novas ferramentas digitais para garantir que as investigações sejam autônomas e rápidas durante o período do pleito.
Acompanhe os canais oficiais para se manter informado sobre o processo eleitoral e colabore denunciando qualquer conteúdo suspeito de desinformação às autoridades competentes.


