A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, participou nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, da Assembleia Geral da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) . Durante o encontro virtual, cerca de 120 gestores das cidades mais populosas do país elegeram, de forma unânime, os 39 representantes dos municípios para o Conselho Superior Provisório do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) . A capital sul-mato-grossense assegurou um papel estratégico na governança da reforma tributária com a indicação do secretário municipal de Fazenda, Isac Araújo, para uma das suplências do órgão . Esta participação institucional é considerada um passo fundamental para que o município acompanhe de perto os impactos das mudanças fiscais e garanta a preservação da autonomia financeira municipal no novo cenário federativo brasileiro .
Representatividade técnica e governança participativa
A eleição dos representantes para o Comitê Gestor do IBS seguiu critérios rigorosos de relevância econômica e representação regional, contemplando todas as áreas do território nacional . Ao todo, 22 capitais de estado foram selecionadas para compor o colegiado, que terá a missão institucional de gerir a transição entre os sistemas tributários vigentes e o novo modelo proposto . Campo Grande, ao ocupar uma cadeira na suplência, posiciona-se entre os grandes polos de consumo e serviços que terão voz ativa na centralização e distribuição automática das receitas do novo imposto . Para a administração municipal, estar presente nesse seleto grupo é uma oportunidade de contribuir tecnicamente com o processo, assegurando que as especificidades da capital sejam consideradas nas normatizações nacionais .
Articulação política e legitimidade federativa
O processo de escolha dos 13 titulares e 26 suplentes cumpre as diretrizes estabelecidas pelo Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2024, que legitima a FNP como entidade responsável por indicar os nomes das cidades mais populosas . A aprovação unânime, com 47 votos favoráveis, demonstra a coesão das prefeituras em torno de uma agenda comum de defesa do federalismo . O secretário de Fazenda de Campo Grande expressou o compromisso do município em atuar com transparência e rigor técnico, representando não apenas os interesses locais, mas colaborando para que a transição tributária ocorra sem prejuízos aos serviços públicos essenciais entregues à população campo-grandense . Essa legitimação política fortalece a voz dos municípios no diálogo constante com o governo federal e o Congresso .
Protagonismo na defesa dos municípios polo
A participação de Campo Grande nas discussões nacionais sobre a reforma tributária não é recente e reflete um esforço contínuo da gestão municipal desde o início dos debates no Congresso . Ainda em 2023, a prefeita Adriane Lopes atuou como representante dos chefes de Executivo de todo o Brasil no Senado Federal, defendendo emendas estratégicas para o equilíbrio fiscal das cidades . O foco das intervenções institucionais tem sido garantir que os municípios que concentram o setor de serviços não percam arrecadação ou autonomia administrativa com a unificação de impostos . Essa atuação proativa garantiu que a capital sul-mato-grossense chegasse a 2026 com o reconhecimento técnico necessário para integrar o conselho que definirá o futuro das receitas públicas no país .
Missão do comitê gestor e automação de receitas
Uma das funções primordiais do novo Conselho Superior será operacionalizar a distribuição automática das receitas do IBS, evitando a dependência de repasses discricionários e garantindo fluxo de caixa para as prefeituras . O comitê atuará como o cérebro tecnológico e administrativo do novo sistema, desenvolvendo as ferramentas que permitirão a repartição tributária em tempo real . Para Campo Grande, o acompanhamento direto dessa implementação reduz incertezas e permite um planejamento financeiro de longo prazo mais assertivo . A governança municipal será beneficiada pela troca de experiências com outras grandes capitais, criando um ambiente de inovação na gestão fazendária que pode servir de modelo para outras cidades de Mato Grosso do Sul e do Centro-Oeste .
Perspectivas para a transição tributária em 2026
Com a indicação oficial sendo enviada ao Governo Federal, inicia-se uma fase de trabalho intenso para os conselheiros eleitos, focada na construção do regulamento administrativo do IBS . A prefeita Adriane Lopes reforçou que o objetivo final é garantir que a simplificação tributária resulte em benefícios diretos para o contribuinte, sem comprometer a capacidade de investimento do município . A reforma tributária é vista como o maior desafio econômico da década, e a presença de Campo Grande no comitê gestor assegura que o estado permaneça no epicentro das decisões que afetarão gerações . O compromisso institucional renovado nesta assembleia é de vigilância e participação ativa, garantindo que o desenvolvimento econômico da capital continue sustentado por uma gestão fiscal moderna e representativa .
Perguntas frequentes
Qual o papel de Campo Grande no novo comitê da reforma tributária?
O município ocupa uma suplência no Conselho Superior Provisório do Comitê Gestor do IBS, participando das decisões sobre a arrecadação e partilha do novo imposto .
Quem representa a capital sul-mato-grossense neste conselho?
O representante indicado é o secretário municipal de Fazenda, Isac Araújo, que foi eleito por unanimidade entre os membros da Frente Nacional de Prefeitos .
Por que é importante a participação das cidades mais populosas no Comitê Gestor?
Essas cidades geram a maior parte do consumo e dos serviços no país, e sua presença garante que a distribuição dos impostos respeite a autonomia e a necessidade de investimento local .
Fique por dentro das mudanças econômicas que impactam nossa cidade. O acompanhamento da reforma tributária é essencial para garantir uma gestão transparente e eficiente. Participe do debate e informe-se sobre como as novas regras fiscais ajudarão a construir uma Campo Grande mais forte e próspera para todos.
Redação Portal Guavira


