O movimento sindical de Campo Grande deu um passo decisivo nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, ao reforçar a campanha pelo fim imediato da terceirização e da “quarteirização” de serviços médicos na Santa Casa. Em um cenário marcado por atrasos recorrentes no 13º salário e nas folhas de pagamento, o sindicato argumenta que o modelo atual de gestão, que delega serviços essenciais a cooperativas e empresas indiretas, é o principal responsável pelo desequilíbrio financeiro da instituição. Para os representantes dos trabalhadores da enfermagem e demais áreas de apoio, a substituição desse modelo por uma gestão direta e transparente é a única saída viável para garantir a dignidade dos profissionais e a estabilidade dos atendimentos à população sul-mato-grossense.
A paralisação parcial, que mantém cerca de 50% a 70% do efetivo em atividade para assegurar casos de urgência, é um grito por respeito e valorização. O sindicato destaca que, enquanto o hospital recebe repasses extras milionários do governo e da prefeitura, incluindo aportes recentes de R$ 5 milhões previstos para este mês, a estrutura de custos inflada pela terceirização impede que os recursos cheguem à ponta, ou seja, ao salário de quem cuida das vidas. Através de assembleias e mobilizações constantes na frente do maior hospital do estado, a categoria demonstra que está unida para transformar a Santa Casa em um modelo de eficiência pública, onde o recurso seja investido no capital humano e na qualidade do serviço prestado.
Eficiência financeira e o fim da quarteirização
A luta sindical foca na saúde financeira da instituição através de uma mudança profunda no modelo de contratação de serviços. O sindicato propõe que o hospital retome o controle direto sobre suas escalas e procedimentos.
Redução de custos através da gestão direta
Segundo dados apresentados pelo movimento sindical, a terceirização excessiva gera um efeito de “quarteirização”, onde diversas camadas de administração intermediária consomem recursos que deveriam ser destinados ao atendimento direto e à folha salarial. O secretário estadual de Saúde já sinalizou em debates institucionais que o modelo atual é insustentável, e o sindicato agora vocaliza essa demanda com força total. Ao eliminar os custos administrativos de cooperativas terceiras, a Santa Casa poderia economizar milhões mensalmente, valor suficiente para regularizar o pagamento de benefícios como o 13º salário sem a necessidade de intervenções judiciais constantes. A proposta dos trabalhadores é que a gestão direta traga maior transparência e permita um controle rigoroso sobre cada real investido na saúde do cidadão.
Valorização do profissional de saúde como prioridade
Para o sindicato, não existe saúde de qualidade sem profissionais valorizados e com segurança financeira. A paralisação atual é um reflexo do esgotamento da categoria diante de propostas de parcelamento salarial.
Respeito aos direitos e segurança laboral
A categoria de enfermagem, técnicos e auxiliares reafirma que a valorização profissional é o pilar que sustenta o maior hospital de Mato Grosso do Sul. O sindicato tem combatido arduamente propostas que tentam empurrar o pagamento de dívidas trabalhistas para meses futuros, defendendo que o salário é verba alimentar e inegociável. Com o apoio da Justiça do Trabalho, que em dezembro já havia determinado o pagamento parcial de dívidas atrasadas, o movimento sindical continua pressionando para que o acordo de janeiro e fevereiro de 2026 seja cumprido integralmente. “Nossa luta é para que o enfermeiro e o técnico possam trabalhar com a mente tranquila, sabendo que sua família terá o sustento garantido no fim do mês”, afirma a liderança sindical em mobilização na capital.
Compromisso com o futuro da saúde pública em Mato Grosso do Sul
O movimento liderado pelo sindicato visa construir uma Santa Casa mais forte, ética e sustentável para as próximas gerações. A união dos trabalhadores é a garantia de que o hospital continuará sendo a principal referência em alta complexidade. Ao propor o fim da terceirização nociva, o sindicato não está apenas defendendo salários, mas sim a sobrevivência da própria instituição, que enfrenta déficits operacionais históricos. Com a entrada de novos aportes financeiros públicos previstos para março de 2026, a vigilância sindical será redobrada para assegurar que esses valores sejam aplicados na ponta do serviço. Juntos, profissionais e sociedade podem garantir que a Santa Casa volte a ser um exemplo de gestão humanizada e eficiência administrativa para todo o Brasil.
Perguntas frequentes
Por que o sindicato quer o fim da terceirização na Santa Casa?
O sindicato argumenta que a terceirização e a “quarteirização” elevam drasticamente os custos operacionais, gerando desequilíbrio financeiro e dificultando o pagamento pontual dos salários.
Qual o status atual dos atendimentos no hospital durante a paralisação?
Os profissionais mantêm cerca de 50% a 70% do efetivo em atividade para garantir atendimentos de urgência, emergência e casos graves, conforme determinação legal.
Existem repasses previstos para regularizar a situação financeira?
Sim, a prefeitura e o governo estadual acordaram repasses extras que somam cerca de R$ 9,9 milhões entre fevereiro e março de 2026 para auxiliar no fluxo de caixa da instituição.
Apoie quem cuida de você! Junte-se ao movimento sindical pela valorização da enfermagem e pela transparência na gestão da nossa Santa Casa. Sua voz é fundamental para garantirmos uma saúde pública forte e respeitosa em Campo Grande.
Redação Portal Guavira


