quinta-feira, janeiro 29, 2026
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Saúde digital transforma o SUS em Mato Grosso do Sul em 2025

A saúde digital ganhou protagonismo e mudou a rotina do SUS em Mato Grosso do Sul ao longo de 2025, com a tecnologia deixando de ser um apoio pontual para se tornar eixo de gestão e assistência. A consolidação da Saúde Digital e a inauguração do Centro de Inteligência Estratégica para Gestão Estadual no SUS (CIEGES MS) marcaram um salto na capacidade do Estado de integrar dados, organizar fluxos e tomar decisões em tempo oportuno. Na prática, o avanço significou mais acesso a especialistas por telessaúde, redução de deslocamentos, fortalecimento da Atenção Primária e reorganização da regionalização hospitalar para diminuir sobrecargas nos grandes polos. Ao unir infraestrutura tecnológica, equipes multiprofissionais e padronização de protocolos, o sistema público estadual encerra o ano com um SUS mais conectado e preparado para antecipar riscos, monitorar tendências e planejar ações preventivas.

Saúde digital como política de Estado

Em 2025, a Superintendência de Saúde Digital consolidou-se como núcleo articulador das políticas de inovação em saúde, centralizando planejamento, desenvolvimento e gestão de sistemas que sustentam a transformação digital no Estado. A mudança reforçou uma diretriz: integrar tecnologia, pessoas e processos para levar mais eficiência à gestão e mais acesso à população, com a inovação chegando “à ponta” em todos os municípios. Com a regionalização como eixo estruturante, houve avanço na integração entre hospitais, unidades básicas e sistemas de informação, acelerando procedimentos e decisões estratégicas.

O que muda para o cidadão

O impacto direto para a população aparece quando a tecnologia reduz distâncias e encurta caminhos dentro do sistema público. Ao ampliar conexões entre a Atenção Primária e serviços especializados, a saúde digital permite que o cidadão do interior tenha acesso a especialistas antes concentrados nos grandes centros, promovendo equidade na prática. Além disso, ferramentas digitais aumentam a capacidade de organização de filas, ajudando municípios a reorganizar demanda reprimida e melhorar o tempo de resposta do atendimento.

Telessaúde e regionalização do atendimento

A telessaúde se firmou em 2025 como uma das principais ferramentas de modernização do SUS em MS, com teleconsultas, teleinterconsultas e telediagnósticos ampliando o acesso a especialistas em todas as regiões. O modelo reduziu deslocamentos e fortaleceu a Atenção Primária, ao mesmo tempo em que deu ao Estado mais autonomia para desenvolver soluções e responder com agilidade às demandas municipais. A estratégia passou a dialogar com o novo desenho da regionalização hospitalar, contribuindo para fortalecer hospitais regionais e descentralizar atendimentos de média complexidade.

Cinturões assistenciais e novos fluxos

Um dos efeitos relatados foi a criação de “cinturões assistenciais” em torno de polos de alta complexidade, ampliando acesso e reorganizando fluxos para reduzir sobrecarga nos serviços mais demandados. Nesse arranjo, a telessaúde funciona como engrenagem que conecta a porta de entrada (unidade básica) ao suporte especializado, elevando a resolutividade local e evitando encaminhamentos desnecessários. Para o gestor, isso significa melhor uso de recursos e planejamento mais consistente, com base em indicadores e monitoramento contínuo.

Gestão por dados com o CIEGES MS

Outro marco de 2025 foi a inauguração do CIEGES MS, instalado em Campo Grande na sede da Superintendência de Saúde Digital, integrando um projeto nacional do Conass e posicionando o Estado entre os que mais avançaram na adoção de modelos de gestão baseados em dados. Com atuação multiprofissional e infraestrutura voltada à análise de grandes volumes de informação, o centro passa a produzir indicadores estratégicos, apoiar decisões em tempo oportuno e fortalecer o planejamento das políticas públicas de saúde. Também está previsto o desenvolvimento de análises preditivas para antecipar riscos, monitorar tendências e subsidiar ações preventivas.

Regulação digital e padronização do cuidado

Em 2025, foi publicado o primeiro protocolo técnico estadual para acesso aos serviços de telessaúde, estabelecendo critérios clínicos, operacionais e éticos para teleconsultas, teleinterconsultas e teleconsultorias. A normatização buscou garantir qualidade assistencial, segurança jurídica e padronização de fluxos, criando condições para ampliar o atendimento sem perder controle técnico e ético. Essa padronização reforça a telerregulação como instrumento estratégico de gestão e organiza o cuidado de forma mais homogênea no território.

Encerramento

Ao final de 2025, Mato Grosso do Sul consolida um SUS mais conectado, inteligente e integrado, com telessaúde e gestão orientada por dados como pilares estruturantes da saúde pública.

Perguntas frequentes

O que é telessaúde e quais serviços foram ampliados?
Telessaúde inclui teleconsultas, teleinterconsultas e telediagnósticos, ampliando o acesso a especialistas e reduzindo deslocamentos.

O que é o CIEGES MS e para que serve?
É um centro de inteligência com infraestrutura tecnológica e equipe multiprofissional para analisar grandes volumes de dados, produzir indicadores e apoiar decisões estratégicas na saúde.

O protocolo estadual de telessaúde muda o atendimento?
Sim, ele padroniza critérios clínicos, operacionais e éticos, aumentando segurança, qualidade e escala do serviço.

A saúde digital substitui consultas presenciais?
Não; ela complementa e organiza o cuidado, fortalecendo a Atenção Primária e conectando pacientes a especialistas quando necessário.

Se você atua na gestão municipal, em unidades de saúde ou na comunicação pública, vale transformar a saúde digital em pauta de serviço: informe como acessar telessaúde, oriente a população sobre fluxos corretos e estimule o uso consciente para reduzir filas e deslocamentos desnecessários.

Redação Portal Guavira

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