Fevereiro de 2026 entrará para a história climatológica de Campo Grande como o mês mais chuvoso já registrado na Capital sul-mato-grossense, quebrando recordes históricos de precipitação acumulada. Apesar do volume excepcional de chuvas que marcou todo o período, esta quinta-feira (26) apresenta uma mudança significativa no padrão atmosférico, com sol entre nuvens e condições mais secas ao longo do dia. A sequência de dias intensamente chuvosos deu lugar a um céu parcialmente nublado, com temperaturas em elevação e menor probabilidade de pancadas. Esse contraste evidencia a dinâmica típica do clima tropical de altitude da região, onde frentes frias intensas são frequentemente seguidas por períodos de estabilização. A população pode retomar atividades ao ar livre com maior segurança, mas deve manter atenção aos reflexos das chuvas acumuladas nas últimas semanas.
Recordes históricos e impacto acumulado
O mês de fevereiro registrou volumes de chuva que superaram todos os recordes anteriores desde o início das medições sistemáticas na Capital. Estações meteorológicas apontam acumulados que chegaram a ultrapassar 400 milímetros em algumas áreas urbanas, número muito acima da média histórica para o período, que gira em torno de 150 milímetros. Esse cenário excepcional foi impulsionado pela atuação consecutiva de sistemas frontais associados a um ciclone extratropical no Atlântico Sul, que direcionou massas de ar úmido sobre o Centro-Oeste brasileiro.
As consequências foram visíveis em diversos setores. O sistema de drenagem urbana enfrentou sobrecarga em diversos pontos, com alagamentos pontuais e interrupções temporárias no tráfego. A agricultura periurbana registrou perdas localizadas, especialmente em culturas sensíveis ao excesso hídrico. No entanto, o planejamento de contingência municipal evitou situações mais graves, demonstrando a eficácia das ações preventivas adotadas pela Defesa Civil e pelos órgãos de infraestrutura.
Transição para tempo estável
A quinta-feira marca o início de uma transição importante para um padrão climático mais estável. O céu apresenta nuvens altas e baixas ao longo do dia, mas com períodos generosos de sol, especialmente nas primeiras horas da manhã e no final da tarde. A umidade relativa do ar, que chegou a ultrapassar 95% durante os dias mais chuvosos, começa a cair para patamares entre 60% e 75%, proporcionando maior conforto térmico à população.
As temperaturas acompanham essa estabilização, com mínimas previstas em torno de 22°C e máximas que podem alcançar 30°C. Esse retorno ao calor característico do verão sul-mato-grossense é bem-vindo após semanas de clima predominantemente cinzento e úmido, embora exija cuidados redobrados com hidratação e proteção solar.
Perspectivas para o restante da semana
A previsão meteorológica indica que a trégua chuvosa deve se manter ao longo dos próximos dias, com predomínio de sol e poucas chances de precipitação. Na sexta-feira, as condições devem se manter semelhantes, com nebulosidade variável e temperaturas entre 23°C e 31°C. O fim de semana apresenta cenário ainda mais favorável, com sol pleno e calor típico da estação, podendo os termômetros ultrapassar os 32°C no sábado e domingo.
Esse padrão de estabilização é essencial para diversas atividades econômicas e sociais. A construção civil, que enfrentou paralisações durante as chuvas intensas, pode retomar obras com segurança. O setor de eventos ao ar livre e o comércio de rua também se beneficiam diretamente da melhora nas condições atmosféricas. Para a população em geral, significa a retomada de rotinas esportivas, passeios e atividades recreativas sem as limitações impostas pelo tempo adverso.
Cuidados pós-chuvas intensas
Mesmo com a melhora do tempo, é fundamental manter a vigilância em relação aos efeitos residuais das precipitações acumuladas. A Defesa Civil recomenda atenção especial a áreas com histórico de alagamento, desmoronamento ou acúmulo de lixo nas bocas de lobo. Moradores devem verificar calhas, telhados e sistemas de drenagem particulares para evitar problemas futuros.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de medidas preventivas contra endemias, uma vez que o período chuvoso favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti. A vistoria de quintais, eliminação de recipientes com água parada e o uso adequado de telas de proteção continuam sendo as principais formas de prevenção contra dengue, zika e chikungunya.
Importância do monitoramento climático
O recorde pluviométrico de fevereiro reforça a necessidade de investimentos contínuos em monitoramento meteorológico e sistemas de alerta precoce. Campo Grande tem ampliado sua rede de estações automáticas e investido em tecnologias de radar, permitindo previsões mais precisas e respostas ágeis a eventos extremos. Essa estrutura moderna foi determinante para minimizar danos durante o mês mais chuvoso da história da Capital.
A experiência também serve de lição para o planejamento urbano de longo prazo. A ampliação de áreas permeáveis, a modernização do sistema de drenagem e a preservação de corredores ecológicos são medidas estruturais que precisam acompanhar o crescimento populacional e as mudanças climáticas observadas nas últimas décadas.
Perguntas frequentes
Por que fevereiro de 2026 foi o mais chuvoso da história de Campo Grande?
A combinação de múltiplas frentes frias com um ciclone extratropical no Atlântico Sul gerou precipitações excepcionais, superando todos os registros históricos anteriores.
Qual é a previsão para esta quinta-feira (26)?
Sol entre nuvens durante todo o dia, com temperaturas entre 22°C e 30°C e baixa probabilidade de chuva.
Devo manter cuidados especiais mesmo com a melhora do tempo?
Sim. Atenção a áreas alagadas, verificação de residências contra endemias e cuidados com hidratação no retorno do calor são essenciais.
Quando teremos sol pleno na Capital?
A partir do final de semana, com predomínio de sol e temperaturas mais altas, típicas do verão sul-mato-grossense.
Mantenha-se atualizado sobre as condições meteorológicas e siga as orientações da Defesa Civil para garantir segurança durante toda a semana. Compartilhe estas informações com familiares e vizinhos, especialmente aqueles em áreas mais vulneráveis.



