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Descoberta na Amazônia Equatoriana: fungo pode revolucionar degradação de plásticos resistente

Descoberta na Amazônia Equatoriana: fungo pode revolucionar degradação de plásticos resistente

07/07/2025 às 22h05
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Durante uma expedição ao Parque Nacional de Yasuni, na Floresta Amazônica equatoriana, pesquisadores da Universidade de Yale fizeram uma descoberta que pode transformar a luta contra a poluição plástica. Eles identificaram fungos endófitos — organismos que vivem dentro de plantas — com a surpreendente capacidade de degradar poliuretano, um dos plásticos mais resistentes à decomposição natural. Entre as espécies encontradas, o Pestalotiopsis microspora se destacou ao demonstrar a habilidade de consumir esse material mesmo em ambientes sem oxigênio, como os aterros sanitários profundos.

O estudo, publicado na revista Applied and Environmental Microbiology, detalha como algumas cepas do fungo conseguiram degradar completamente o poliuretano em placas de cultura, utilizando-o como única fonte de carbono. Esse processo é impulsionado por enzimas, como as serina-hidrolases, que fragmentam as cadeias poliméricas em moléculas menores, permitindo que o fungo as absorva e metabolize. A descoberta, resultado de análises realizadas em laboratório, aponta para um potencial revolucionário na biorremediação, especialmente em áreas onde a degradação natural de plásticos é praticamente nula.

Apesar do avanço, os cientistas alertam que ainda são necessários testes em larga escala para validar a aplicação do Pestalotiopsis microspora em ambientes industriais. A viabilidade fora de condições controladas permanece um desafio a ser superado, mas a perspectiva é promissora. “Essa descoberta pode ser um passo crucial para mitigar o impacto dos plásticos no meio ambiente, especialmente em regiões como aterros e oceanos”, destaca um dos pesquisadores envolvidos.

A notícia traz esperança para a sustentabilidade global. O Pestalotiopsis microspora surge como um aliado na redução da poluição plástica, abrindo portas para futuras inovações na preservação ambiental, conforme os estudos avançam.

Fonte: https://journals.asm.org/journal/aem

Redação Portal Guavira

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