

A valorização da economia criativa e da sustentabilidade ganha um novo capítulo no cenário artístico de Campo Grande com a realização de capacitações práticas abertas à comunidade. Como reflexo desse compromisso com o desenvolvimento social, a Plataforma Cultural recebe workshop de mosaico com pratos quebrados, oferecendo aos participantes a oportunidade de transformar resíduos que seriam descartados em peças decorativas de alto valor estético. A iniciativa, promovida pela administração municipal por meio de suas secretarias de cultura e turismo, busca descentralizar o acesso às manifestações artísticas e fomentar o empreendedorismo local. O curso prático promove a inclusão social e estimula a geração de renda alternativa por meio do reaproveitamento de materiais do cotidiano.
A técnica do mosaico ganha uma roupagem contemporânea ao utilizar a reciclagem como base para a criação de painéis, vasos e superfícies decorativas. Esse método não apenas reduz o volume de resíduos sólidos descartados no meio ambiente, mas também barateia o custo de produção para os novos artesãos, tornando a atividade altamente acessível.
A dinâmica das aulas foi estruturada para acolher desde iniciantes até pessoas que já possuem alguma familiaridade com trabalhos manuais. Os orientadores demonstram o passo a passo da manipulação das ferramentas, o planejamento dos desenhos e as formas seguras de fragmentar as peças de cerâmica e porcelana.
Instalada na antiga esplanada ferroviária, a Plataforma Cultural consolida-se como um espaço dinâmico para a difusão de saberes e técnicas tradicionais. O local oferece uma infraestrutura adequada para oficinas práticas, garantindo conforto e segurança para o aprendizado dos alunos, além de preservar a memória histórica ferroviária da capital sul-mato-grossense.
Além de atuar como uma atividade terapêutica e de lazer, o aprendizado do mosaico abre portas para o mercado de trabalho autônomo. O mercado de decoração de interiores e o artesanato personalizado demandam constantemente produtos exclusivos, posicionando os alunos capacitados em um nicho comercial promissor e sustentável.
Durante o treinamento, os participantes recebem orientações claras sobre a escolha das colas ideais para cada tipo de superfície, a aplicação correta do rejunte e os processos de impermeabilização das peças finais. Esses cuidados técnicos asseguram a durabilidade do produto, permitindo que as obras sejam expostas tanto em ambientes internos quanto externos.
A realização de oficinas gratuitas em espaços públicos reforça os laços comunitários e democratiza a produção cultural nos centros urbanos. Ao reunir cidadãos de diferentes faixas etárias e históricos de vida em torno de um objetivo criativo comum, o projeto estimula a troca de experiências e a cooperação mútua.
Os resultados gerados por essas capacitações refletem-se na autoestima dos participantes, que passam a enxergar resíduos domésticos sob uma nova perspectiva artística. A expectativa das instituições organizadoras é estender esse modelo de oficina para outras regiões da cidade, ampliando o número de pessoas beneficiadas pela arte sustentável.
O curso é aberto ao público em geral, sendo recomendado para jovens e adultos que desejam aprender uma nova técnica artística, sem a necessidade de conhecimento prévio em artes visuais.
A organização do evento fornece os insumos básicos para a execução das atividades, mas os participantes são incentivados a levar pratos de cerâmica quebrados ou azulejos antigos que possuam em casa para personalizar suas criações.
Sim, cada participante desenvolve seu próprio projeto sob a supervisão dos instrutores e, ao final da carga horária, pode levar a peça pronta para casa ou utilizá-la como portfólio para futuras vendas.
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Redação Portal Guavira
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